Análise da participação da mulher na direção de propriedades rurais no BrasilAnalysis of the participation of women in the management of rural properties in BrazilAnálisis de la participación de la mujer en la gestión de la propiedad rural en Brasil
Publicado em v. 2, n. 2 (2021)
Published in Vol. 2, No. 2 (2021)
Publicado en v. 2, n. 2 (2021)
AutoresAuthorsAutores
- Renata da Silva Matos UNESP/Tupã
ResumoAbstractResumen
A mulher, atualmente, tem conquistado cada vez mais lugar no mercado de trabalho. Em uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre a População Economicamente Ativa (PEA) a mulher mais que multiplicou a sua participação, sendo 13,6% em 1950 para 49,9% em 2010, os homens correspondiam a 88,8% em 1950 e passou para 67,1% em 2010 (IBGE, 2019).
Currently, women have gained more and more place in the labor market. In a survey carried out by the Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE) on the Economically Active Population (PEA), women more than multiplied their participation, from 13.6% in 1950 to 49.9% in 2010, men corresponded to 88.8% in 1950 and rose to 67.1% in 2010 (IBGE, 2019).
Actualmente, las mujeres han ganado cada vez más lugar en el mercado laboral. En una encuesta realizada por el Instituto Brasileño de Geografía y Estadística (IBGE) sobre la Población Económicamente Activa (PEA), las mujeres más que multiplicaron su participación, del 13,6% en 1950 al 49,9% en 2010, los hombres correspondieron al 88,8% en 1950 y subió al 67,1% en 2010 (IBGE, 2019).
Texto completoFull textTexto completo
1 Introdução
A mulher, atualmente, tem conquistado cada vez mais lugar no mercado de trabalho. Em uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre a População Economicamente Ativa (PEA) a mulher mais que multiplicou a sua participação, sendo 13,6% em 1950 para 49,9% em 2010, os homens correspondiam a 88,8% em 1950 e passou para 67,1% em 2010 (IBGE, 2019). Apesar disso, no campo, as produtoras enfrentam algumas dificuldades para exercer a direção dos trabalhos. Conforme mostra a pesquisa coordenada pela Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) e Instituto de Estudo do Agronegócio (IEAg) em 2017, 44,2% relatam sofrer preconceito evidente, 30% um preconceito sutil e 25,8% não sofre nenhum preconceito. Já em relação à liderança, 61,1% não enfrenta nenhuma dificuldade, 11,7% já tiveram algum problema por duvidarem de seus conhecimentos, 9,4% afirma que não foram levadas a sério (ABAG, 2017). Nessa linha, Rodrigues (2012, p.7) destaca os principais obstáculos que as brasileiras vêm enfrentando na zona rural: "Longe de ser um retrato exclusivo da realidade brasileira, a mulher de baixa renda e escolaridade que sobrevive do trabalho no campo sofre com a discriminação e dificuldades impostas em relação ao acesso a terra, créditos e insumos agrícolas. A problemática inicia-se nas relações de gênero e perpassa o cerne do processo produtivo". Mesmo em um ambiente predominantemente masculino a mulher tem ganhado aos poucos o seu espaço, portanto, é de extrema importância a investigação da representatividade feminina nos estabelecimentos com atividade rurais.
1.1 Questão chave
Como está organizada a direção das propriedades rurais de 2006 em comparação a 2017 no Brasil?
1.2 Metodologia
A pesquisa foi do tipo exploratório no intuito de proporcionar maior familiaridade com o tema e torná-lo mais explícito (GIL, 2002). Esse método proporcionou o delineamento do fato, neste caso a participação da mulher na direção de propriedades rurais no Brasil. A pesquisa bibliográfica é realizada por meio de materiais já elaborados como livros e artigos científicos (GIL, 2002). Desse modo, este trabalho foi desenvolvido mediante a biblioteca do IBGE, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) e plataforma Scielo. A pesquisa documental “é apropriada quando queremos estudar longos períodos de tempo, buscando identificar uma ou mais tendências no comportamento de um fenômeno” (GODOY, 1995, p.22). Para isso, foi obtido informações de sites e jornais relacionados à zona rural. Uma vez que foi utilizada a base de dados do Censo Agropecuário de 2006 e 2017, realizado pelo IBGE adotou-se a abordagem qualitativa que tem ênfase nos processos e nos significados, até permite também olhares mais subjetivos (LAKATOS; MARCONI, 2010). Por outro lado, os aspectos de natureza quantitativa permitiu de maneira numérica dar embasamento às análises do fato estudado. Por fim, para a interpretação dos dados foi realizado uma análise estatística e a visualização das informações a partir de gráficos.
2 Desenvolvimento
2.1 Coleta
Os dados foram coletados considerando que “o Censo Agropecuário é a principal e mais completa investigação estatística sobre a estrutura e a produção agropecuária do País” (IBGE, 2019, p.5). Assim, dados primários foram retirados do site do IBGE, em Censo Agropecuário na parte de downloads onde foram baixadas as planilhas referentes a 2006 e 2017. Em seguida foi realizado o metadados com as tabelas que fornecia as informações para resposta do problema de pesquisa. Por fim, os dados secundários foram adquiridos por meio do “Censo agropecuário 2017: resultados definitivos” disponível na biblioteca do IBGE.
2.2 Análise
O produtor não é necessariamente o dono das terras, de acordo com a definição do IBGE (2019, p.16) “é a pessoa física, independentemente do sexo, ou a pessoa jurídica responsável pelas decisões na utilização dos recursos, e que exerce o controle administrativo das operações que envolvem a exploração do estabelecimento agropecuário”. Majoritariamente, a liderança nos estabelecimentos é exercida pelo produtor titular que corresponde a 73%, pelo casal 20,4%, por encarregado ou pessoa com laço parentesco 5,6%. Nesse contexto, foi verificado que na codireção, ou seja, a chefia do marido e da esposa 18% das produtoras divide a direção com o cônjuge. Já como administrador da propriedade 92,2% são homens e 7,8% mulheres (IBGE, 2019). Em 11 anos, a participação das mulheres na direção dos trabalhos em estabelecimentos agropecuários aumentou de 12,7% em 2006 para 19% em 2017, isso significa que a cada dez dirigentes duas são mulheres. Por outro lado, os homens tiveram sua presença reduzida de 87,3% em 2006 para 81% em 2017 (IBGE, 2019). Para Antônio Florido, gerente do censo essa substituição do comando ocorreu por causa de envelhecimento, falecimento, aposentadorias, ou porque o marido precisou buscar outro trabalho para manter a família (NITAHARA, 2019). Por esse motivo, vale ressaltar as principais formas de obtenção da terra em 2006. Em relação os homens, a proporção de mulheres que recebeu a doação de terras foi de 15,28%, por herança foram 15,09%. Já em 2017, por herança ou doação correspondeu a 21,4%, número relativamente menor ao censo anterior. Contudo, em 2017 também houve um aumento na aquisição de propriedades por usucapião de 12,4%(2006) para 23,5%, titulação via reforma agrária de 13,7% (2006) e crédito fundiário de 8,9% para 21,2%, por fim, as que não sabiam informar a origem foi de 13,1% para 29,6%. Para os produtores, a principais formas de obtenção de terras tanto em 2006 como em 2017 foram a compra particular, crédito fundiário e titulação via reforma agrária. Como o último censo considera também a titulação por regulamentação na Amazônia legal, então 80,2% dos homens tem como fundamental meio de fonte. Em relação ao nível de instrução das mulheres, não sabe ler e escrever 16% em 2006 e 20% em 2017, sabe ler e escrever 12,6% em 2006 e 18,3% em 2017, ensino médio 12,9% em 2006 e 20,7%. Nessa linha, os homens em comparação as mulher, não sabe ler e escrever 84% em 2006 e 79,9% em 2017, sabe ler e escrever 87,4% em 2006 e 81,7% em 2017, ensino médio 87,1% em 2006 e 79,3% em 2017. Podemos afirmar que em 2006 e 2017 a maioria dos produtores homens e mulheres estavam na faixa etária de 45 a menos 55 anos. Como o último censo considera mais duas faixas etárias acima de 65 anos, é visível o aumento na expectativa de vida dos produtores de modo geral. São variáveis que influenciam para que a mulher assuma o negócio: o envelhecimento do produtor e o baixo no número de jovens no campo (NITAHARA, 2019). Tendo em conta o acima exposto, conclui-se que o Censo Agropecuário 2017 é uma fotográfica capaz mostrar o cenário do setor em um determinado momento e permite realizar projeções futuras. Por esse motivo, podemos afirmar que em uma visão geral houve um grande avanço quanto à representatividade da mulher no campo comparado a 2012.
3 Desdobramentos
Após a análise dos dados, vislumbra-se como desdobramentos investigar se mesmo com o envelhecimento do produtor o números de jovens no campo a diminuiu, corroborando para a reflexão de quem irá assumir a liderança das propriedades.
1 Introduction
Currently, women have gained more and more place in the labor market. In a survey carried out by the Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE) on the Economically Active Population (PEA), women more than multiplied their participation, from 13.6% in 1950 to 49.9% in 2010, men corresponded to 88.8% in 1950 and rose to 67.1% in 2010 (IBGE, 2019). Despite this, in the field, the producers face some difficulties to exercise the direction of the works. As shown in the survey coordinated by the Brazilian Agribusiness Association (ABAG) and the Instituto de Estudos do Agrinegócio (IEAg) in 2017, 44.2% report suffering evident prejudice, 30% a subtle prejudice and 25.8% do not suffer any prejudice. Regarding leadership, 61.1% do not face any difficulties, 11.7% have already had a problem because they doubt their knowledge, 9.4% say they were not taken seriously (ABAG, 2017). Along these lines, Rodrigues (2012, p.7) highlights the main obstacles that Brazilian women have been facing in rural areas: "Far from being an exclusive portrait of the Brazilian reality, the low-income and educated woman who survives working in the countryside suffers from the discrimination and difficulties imposed in relation to access to land, credits and agricultural inputs. The problem begins in gender relations and runs through the heart of the production process". Even in a predominantly male environment, women have gradually gained their space, so it is extremely important to investigate female representation in establishments with rural activity.
1.1 Key issue
How is the management of rural properties organized in 2006 compared to 2017 in Brazil?
1.2 Methodology
The research was exploratory in order to provide greater familiarity with the topic and make it more explicit (GIL, 2002). This method provided the delineation of the fact, in this case the participation of women in the management of rural properties in Brazil. Bibliographic research is carried out through materials already prepared, such as books and scientific articles (GIL, 2002). Thus, this work was developed using the IBGE library, the Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) and the Scielo platform. Documentary research “is appropriate when we want to study long periods of time, seeking to identify one or more trends in the behavior of a phenomenon” (GODOY, 1995, p.22). For this, information was obtained from websites and newspapers related to the rural area. Since the 2006 and 2017 Agricultural Census database, carried out by the IBGE, was used, a qualitative approach was adopted, which emphasizes processes and meanings, even allowing for more subjective views (LAKATOS; MARCONI, 2010). On the other hand, the aspects of a quantitative nature allowed numerically to support the analysis of the fact studied. Finally, for the interpretation of the data, a statistical analysis was carried out and the information was visualized from graphs.
2 Development
2.1 Collection
The data were collected considering that “the Agricultural Census is the main and most complete statistical investigation on the structure and agricultural production of the country” (IBGE, 2019, p.5). Thus, primary data were taken from the IBGE website, in the Agricultural Census, in the downloads section, where the spreadsheets for 2006 and 2017 were downloaded. Finally, secondary data were acquired through the “2017 Agricultural Census: definitive results” available in the IBGE library.
2.2 Analysis
The producer is not necessarily the owner of the land, according to the definition of the IBGE (2019, p.16) “it is the individual, regardless of sex, or the legal entity responsible for decisions in the use of resources, and who exercises the administrative control of operations involving the exploitation of the agricultural establishment”. Mostly, the leadership in the establishments is exercised by the titular producer, which corresponds to 73%, by the couple, 20.4%, by a supervisor or person with a kinship tie, 5.6%. In this context, it was found that in the co-direction, that is, the head of the husband and wife, 18% of the producers share the direction with the spouse. As a property manager, 92.2% are men and 7.8% are women (IBGE, 2019). In 11 years, the participation of women in the direction of work in agricultural establishments increased from 12.7% in 2006 to 19% in 2017, which means that two out of ten managers are women. On the other hand, men had their presence reduced from 87.3% in 2006 to 81% in 2017 (IBGE, 2019). For Antônio Florido, census manager, this replacement of the command occurred because of aging, death, retirements, or because the husband needed to look for another job to support the family (NITAHARA, 2019). For this reason, it is worth mentioning the main ways of obtaining land in 2006. In relation to men, the proportion of women who received land donations was 15.28%, by inheritance it was 15.09%. In 2017, by inheritance or donation, it corresponded to 21.4%, a relatively lower number than the previous census. However, in 2017 there was also an increase in the acquisition of properties by adverse possession from 12.4% (2006) to 23.5%, titling via agrarian reform from 13.7% (2006) and land credit from 8.9% to 21 .2%, finally, those who could not inform the origin went from 13.1% to 29.6%. For producers, the main ways of obtaining land in both 2006 and 2017 were private purchases, land credit and titling via agrarian reform. As the last census also considers titling by regulation in the legal Amazon, then 80.2% of men have their source as a fundamental means. Regarding the level of education of women, 16% cannot read and write in 2006 and 20% in 2017, can read and write 12.6% in 2006 and 18.3% in 2017, high school 12.9% in 2006 and 20.7%. In this line, men compared to women, 84% cannot read and write in 2006 and 79.9% in 2017, can read and write 87.4% in 2006 and 81.7% in 2017, high school 87.1 % in 2006 and 79.3% in 2017. We can say that in 2006 and 2017 most male and female producers were aged between 45 and 55 years old. As the last census considers two more age groups over 65 years old, the increase in the life expectancy of producers in general is visible. The variables that influence women to take over the business are: the aging of the producer and the low number of young people in the countryside (NITAHARA, 2019). Taking into account the above, it is concluded that the 2017 Agricultural Census is a photographic capable of showing the scenario of the sector at a given time and allows for future projections. For this reason, we can say that, in an overview, there was a great advance in terms of the representation of women in the field compared to 2012.
3 Unfoldings
After analyzing the data, it can be seen as consequences to investigate whether, even with the aging of the producer, the number of young people in the field has decreased, corroborating the reflection of who will assume the leadership of the properties.
1 Introducción
Actualmente, las mujeres han ganado cada vez más lugar en el mercado laboral. En una encuesta realizada por el Instituto Brasileño de Geografía y Estadística (IBGE) sobre la Población Económicamente Activa (PEA), las mujeres más que multiplicaron su participación, del 13,6% en 1950 al 49,9% en 2010, los hombres correspondieron al 88,8% en 1950 y subió al 67,1% en 2010 (IBGE, 2019). A pesar de eso, en el campo, los productores enfrentan algunas dificultades para ejercer la dirección de las obras. Como se muestra en la encuesta coordinada por la Asociación Brasileña de Agronegocios (ABAG) y el Instituto de Estudos do Agrinegócio (IEAg) en 2017, el 44,2% dice sufrir un prejuicio evidente, el 30% un prejuicio sutil y el 25,8% no sufre ningún prejuicio. En cuanto al liderazgo, el 61,1 % no enfrenta ninguna dificultad, el 11,7 % ya ha tenido algún problema porque duda de sus conocimientos, el 9,4 % dice que no fue tomado en serio (ABAG, 2017). En esta línea, Rodrigues (2012, p.7) destaca los principales obstáculos que las mujeres brasileñas vienen enfrentando en las zonas rurales: “Lejos de ser un retrato exclusivo de la realidad brasileña, la mujer de bajos ingresos y educada que sobrevive trabajando en la el campo sufre la discriminación y las dificultades impuestas en relación al acceso a la tierra, al crédito y a los insumos agrícolas. El problema comienza en las relaciones de género y atraviesa el corazón del proceso productivo”. Incluso en un entorno predominantemente masculino, la mujer ha ido ganando su espacio paulatinamente, por lo que es de suma importancia investigar la representación femenina en los establecimientos con actividad rural.
1.1 Cuestión clave
¿Cómo está organizada la gestión de las propiedades rurales en 2006 en comparación con 2017 en Brasil?
1.2 Metodología
La investigación fue exploratoria con el fin de brindar mayor familiaridad con el tema y hacerlo más explícito (GIL, 2002). Este método proporcionó la delimitación del hecho, en este caso la participación de la mujer en la gestión de las propiedades rurales en Brasil. La investigación bibliográfica se realiza a través de materiales ya elaborados, como libros y artículos científicos (GIL, 2002). Así, este trabajo fue desarrollado utilizando la biblioteca del IBGE, la Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) y la plataforma Scielo. La investigación documental “es apropiada cuando queremos estudiar largos períodos de tiempo, buscando identificar una o más tendencias en el comportamiento de un fenómeno” (GODOY, 1995, p. 22). Para ello se obtuvo información de sitios web y periódicos relacionados con el área rural. Desde que se utilizó la base de datos del Censo Agropecuario de 2006 y 2017, realizada por el IBGE, se adoptó un enfoque cualitativo, que enfatiza procesos y significados, incluso permitiendo visiones más subjetivas (LAKATOS; MARCONI, 2010). Por otro lado, los aspectos de carácter cuantitativo permitieron sustentar numéricamente el análisis del hecho estudiado. Finalmente, para la interpretación de los datos se realizó un análisis estadístico y se visualizó la información a partir de gráficos.
2 Desarrollo
2.1 Colección
Los datos fueron recolectados considerando que “el Censo Agropecuario es la principal y más completa investigación estadística sobre la estructura y producción agropecuaria del país” (IBGE, 2019, p.5). Así, los datos primarios fueron tomados del sitio web del IBGE, en el Censo Agropecuario, en la sección de descargas, donde se descargaron las planillas de 2006 y 2017. Finalmente, los datos secundarios fueron adquiridos a través del “Censo Agropecuario 2017: resultados definitivos” disponible en la biblioteca del IBGE.
2.2 Análisis
El productor no es necesariamente el propietario de la tierra, según la definición del IBGE (2019, p.16) “es la persona física, independientemente del sexo, o la persona jurídica responsable de las decisiones en el uso de los recursos, y que ejerce el control administrativo de las operaciones que impliquen la explotación del establecimiento agropecuario”. En su mayoría, el liderazgo en los establecimientos lo ejerce el productor titular que corresponde al 73%, la pareja el 20,4%, el supervisor o persona con vínculo de parentesco el 5,6%. En ese contexto, se constató que en la codirección, o sea, la cabeza de marido y mujer, el 18% de los productores comparte la dirección con el cónyuge. Como administrador de la propiedad, el 92,2% son hombres y el 7,8% son mujeres (IBGE, 2019). En 11 años, la participación de la mujer en la dirección del trabajo en los establecimientos agropecuarios aumentó del 12,7% en 2006 al 19% en 2017, lo que significa que dos de cada diez gerentes son mujeres. Por otro lado, los hombres vieron reducida su presencia del 87,3% en 2006 al 81% en 2017 (IBGE, 2019). Para Antônio Florido, administrador del censo, este reemplazo del mando ocurrió por envejecimiento, muerte, jubilaciones o porque el marido necesitaba buscar otro trabajo para mantener a la familia (NITAHARA, 2019). Por ello, vale la pena mencionar las principales formas de obtención de tierras en el año 2006. Con relación a los hombres, la proporción de mujeres que recibieron donaciones de tierras fue del 15,28%, por herencia fue del 15,09%. En 2017, por herencia o donación, correspondía al 21,4%, número relativamente inferior al censo anterior. Sin embargo, en 2017 también se registró un aumento en la adquisición de predios por usufructo de 12,4% (2006) a 23,5%, la titulación vía reforma agraria de 13,7% (2006) y el crédito territorial de 8,9% a 21,2%, finalmente , los que no pudieron informar el origen pasaron del 13,1% al 29,6%. Para los productores, las principales formas de obtener tierras tanto en 2006 como en 2017 fueron las compras privadas, el crédito de tierras y la titulación a través de la reforma agraria. Como el último censo también considera la titulación por reglamento en la Amazonía legal, entonces el 80,2% de los hombres tienen como medio fundamental su fuente. En cuanto al nivel de instrucción de las mujeres, el 16% no sabe leer ni escribir en el 2006 y el 20% en el 2017, sabe leer y escribir el 12,6% en el 2006 y el 18,3% en el 2017, la secundaria el 12,9% en el 2006 y el 20,7%. En esta línea, los hombres en comparación con las mujeres, el 84 % no sabe leer ni escribir en 2006 y el 79,9 % en 2017, sabe leer y escribir el 87,4 % en 2006 y el 81,7 % en 2017, la secundaria el 87,1 % en 2006 y el 79,3 % en 2017. se puede decir que en 2006 y 2017 la mayoría de los productores y productoras tenían entre 45 y 55 años. Como el último censo considera dos grupos de edad más de 65 años, se ve el aumento en la expectativa de vida de los productores en general. Estas son variables que influyen para que las mujeres se hagan cargo del negocio: el envejecimiento del productor y el bajo número de jóvenes en el campo (NITAHARA, 2019). Teniendo en cuenta lo anterior, se concluye que el Censo Agropecuario 2017 es una fotografía capaz de mostrar el escenario del sector en un momento dado y permite realizar proyecciones a futuro. Por ello, podemos decir que, en términos generales, hubo un gran avance en cuanto a la representación de la mujer en el campo respecto a 2012.
3 Despliegues
Después del análisis de los datos, se puede ver como consecuencias investigar si, aún con el envejecimiento del productor, el número de jóvenes en el campo ha disminuido, corroborando la reflexión de quién asumirá el liderazgo de las propiedades.
FigurasFiguresFiguras
ReferênciasReferencesReferencias
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