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Revista Eletrônica sobre Acesso a Dados · eISSN 2763-7875

Popularização da meliponicultura por meio da exportação

Publicado em v. 1, n. 1 (2020)

Autores

  • Lucas Grassi Ramoska UNESP/Tupã

Resumo

Com o intuito de popularizar a meliponicultura (criação de abelhas sem ferrão) brasileira, devido sua enorme importância ecológica, suas inúmeras vantagens comerciais e completa escassez de dados. Os dados coletados tem como proposta se inserir no ambiente dos meliponicultores para incentiva-los a exportação de mel, como um meio de populariza-la internacionalmente e consequentemente aumentando seu reconhecimento nacional. Os dados coletados são de mel de abelha com ferrão devido a completa falta de dados sobre meliponicultura, no entanto, entende-se que o mel de meliponini pode substituir o mel ""comum"" e fortalecer o cenário por ser um produto diferenciado e exótico.

Texto completo

1 Introdução

Com o intuito de popularizar a meliponicultura (criação de abelhas sem ferrão) brasileira, devido sua enorme importância ecológica, suas inúmeras vantagens comerciais e completa escassez de dados. Os dados coletados tem como proposta se inserir no ambiente dos meliponicultores para incentiva-los a exportação de mel, como um meio de populariza-la internacionalmente e consequentemente aumentando seu reconhecimento nacional. Os dados coletados são de mel de abelha com ferrão devido a completa falta de dados sobre meliponicultura, no entanto, entende-se que o mel de meliponini pode substituir o mel "comum" e fortalecer o cenário por ser um produto diferenciado e exótico. Apesar do Brasil possuir 300 das (por enquanto) 500 espécies catalogadas de meliponini (nome científico do grupo das abelhas sem ferrão); possuírem uma criação mais fácil (já que não ferroam); serem ecologicamente mais sustentáveis; serem essenciais para a polinização da maioria das frutas; das espécies focadas na produção de mel produzirem proporcionalmente mais mel que a abelhas africanizada (abelha com ferrão); dentre outras vantagens, basicamente não há nenhum dado sobre a atividade de meliponicultura. Portanto os fatos sobre o grupo meliponini levam a crer um enorme potencial de mercado para produtos relacionados a meliponicultura, seja para o mel ou para a outras áreas relacionadas (como venda de colmeias para a polinização ou pólen) (MENEZES, 2020).

1.1 Questão chave

Quais foram os 6 maiores importadores (tanto em quilos, quanto em dólares) do mel brasileiro? (no período de 2017 a 2019) Visto que a proposta da coleta de dados é o incentivo a exportação do mel de origem meliponini, como produto substituto ao mel da abelha africanizada, entende-se como essencial compreender como está o cenário de exportação do mel brasileiro nos últimos anos. Abordou-se tanto a questão financeira (quem paga mais), quanto a questão de quantidade (quem compra mais), uma vez que assim o meliponicultor compreende aonde o mel é mais popular (quantidade) e onde se paga mais (financeiro). A escolha dos numero 6 para a quantidade de importadores não foi aleatória, pois os 6 maiores importadores de mel, oscilarem suas posições em relação a compra em valor monetário e em quantidade de quilos nesse período abordado de 3 anos. Por exemplo, apesar do Paraguai comprar mais mel que os Estados Unidos (EUA), os EUA pagam mais devido ao valor do dólar ser superior ao guarani.

1.2 Metodologia

Como fonte de dados, usou-se o site Comex Stat por sua vasta quantidade de dados sobre importação e exportação. Para o tratamento dos dados, foi feita uma soma da quantidade e valor de vendas de cada ano, para em seguida descobrir a porcentagem de participação de cada pais no top 6 importadores em relação ao total de vendas. Como elementos de visualização, foram elaborados dois gráficos de barras (um para valor e outro para quantidade), com os 6 maiores importadores e seu desempenho nos últimos 3 anos. No topo de cada barra há um valor em porcentagem que representa a participação do país em relação à importação total mundial daquele ano.

2 Desenvolvimento

2.1 Coleta

Primeiramente fora acessado o site Comex Stat, pelo fato do site possuir todos os dados relacionados a exportação, organizado de maneira simples. Uma vez dentro do site, clicou-se no link de "Exportações e Importações Geral". Dentro da pagina, determinou-se o período de 2017 a 2019; mês de Janeiro a Dezembro; colocou-se os filtros "NCM - Nomenclatura Mercosul" e "País"; no tópico NCM, digitou-se "mel" e foi selecionado a opção "mel natural". Foi selecionado a opção "Valor FOB (US$)" e "Quilograma Liquido". Por fim, foi feito o download.

2.2 Análise

Potenciais Interpretações são: Os EUA, além de serem os maiores importadores de mel em valor, também são o segundo colocado em quantidade; O Paraguai é um excelente possível foco para se exportar, visto que é o maior importador de mel em quantidade e o segundo maior em valor; Apesar de uma queda nas exportações de mel, o consumo nos EUA só aumenta.

Potenciais Usos são: O produtor de mel (seja o "comum" ou meliponini) utiliza-lo como primeira informação para entrar no mercado internacional, utilizando os gráficos para determinar o país alvo para seu produto, além de compreender o cenário internacional atual do mel; Produtores que já exportam utilizarem os gráficos para possíveis expansões de seus mercados (por exemplo um produtor que exporta para o Reino Unido percebe que os EUA são os maiores consumidores e decide expandir seus negócios para lá); Ógãos governamentais (por exemplo o Sebrae) utilizarem esses dados para futuros relatórios sobre o desempenho internacional do mel brasileiro. Vale ressaltar que o intuito destes dados é propor a exportação para produtores, mas que é necessário um estudo mais aprofundado, da cultura, normas e leis de exportação, dentre outros do país desejado, após decidido seguir com a exportação.

3 Desdobramentos

Desdobramentos possíveis destes dados são um estudo mais aprofundado no consumo de mel nos EUA e no Paraguai, procurando compreender quais são os estados que mais consomem, o interesse deles em produtos orgânicos e quais são os usos para o mel (culinária, medicinal) Outro desdobramento é estudar o motivo da queda brusca e brutal no consumo alemão de mel. Por fim, como desdobramento final, uma descrição sobre as taxas e normas de exportação dos principais países mencionados. Como ampliação, estudar e transformar dados de mercado de outros produtos derivados das abelhas relevantes para os produtores, como pólen, colmeias domésticas e compra de colmeias para polinização (essa ampliação pode ser tanto internacional quanto nacional).

Figuras

  • Análise

Referências

BRASIL. Exportação e Importação Geral. Comex Stat. 2020. Disponível em: http://comexstat.mdic.gov.br/pt/geral/15468. Acesso em: 25 jul. 2020.
MENEZES C. "Curso de meliponicultura - parte 1". YouTube. 2018. Disponível em: https://youtu.be/MwEyKyBPuiQ. Acesso em: 25 jul. 2020.