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Revista Eletrônica sobre Acesso a Dados · eISSN 2763-7875

Análise da taxa de desemprego nos primeiros trimestre de 2018 a 2021 no território brasileiro

Publicado em v. 4, n. 1 (2023)

Autores

  • Francini Martins Rocha UNESP
  • Larissa Santos da Costa UNESP
  • Rafaela Lima Freitas da Silva UNESP
  • Terezinha de Souza Mastrormano UNESP
  • Marcela Abreu da Visitação UNESP

Resumo

O impacto da política econômica no Brasil tem afetado cada vez mais o mercado de trabalho, isto é, gerando altas taxas de desemprego entre jovens de 14 anos até idosos de 60 anos ou mais. Logo, de acordo com dados do IBGE, entre os primeiros trimestres dos anos de 2018 a 2021, é possível analisarmos um aumento no número de pessoas desempregadas no país, sendo o primeiro trimestre de 2021 o ano com o maior índice de desempregos. Dessa forma, com base na análise dos dados, como do R², é possível fazermos uma previsão sobre a possível taxa de desemprego no país no primeiro trimestre de 2022, levando-se em consideração os trimestres do anos anteriores e com base nos mesmo verificarmos as faixas etárias mais afetadas, bem como se haverá um aumento ou diminuição na taxa de desemprego no país no primeiro trimestre do ano.

Palavras-chave

DesempregoEconomiaPolíticaDesocupação

Texto completo

1 Introdução

O presente estudo refere-se à análise da taxa de desemprego do Brasil, considerando os valores dos primeiros trimestre de 2018 a 2021, verificando a faixa etária de 14 a 60 anos ou mais. A fim de visualizar o aumento ou queda da taxa ao longo dos anos citados, bem como realizar a constatação de um parâmetro para 2022 e contemplar as causas de permanência ou mudanças. Explorando os dados expostos pelo IBGE sobre a taxa de desemprego no Brasil, é possível identificar um aumento geral nos valores que podem ser relacionados ao impacto da política econômica do Brasil. Como apontado por Cosenza e Grabois (2020), a crise de 2014 a 2016 como parte da crise mundial que foi nomeada de “Crise do Sul Global”, em que ocorreu uma queda nominal do PIB mundial, resultando na queda dos preços das commodities, essa crise impactou vigorosamente na economia brasileira, estimulando o desgaste acelerado do governo. A partir deste período é possível identificar a alta na taxa de desemprego. Ainda que, em março de 2020 a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a pandemia do COVID-19. Segundo Costa (2020), além da crise sanitária, uma das consequências será o aumento do desemprego e, portanto, uma possível elevação da informalização do trabalho, dos terceirizados, dos subcontratados, dos flexibilizados, dos trabalhadores em tempo parcial e do subproletariado. Dessa forma, considerando os fatores que contribuem para o aumento da taxa de desemprego brasileira, o objetivo do estudo é analisar os primeiros trimestres dos anos de 2018 a 2021 e elaborar uma previsão da taxa para 2022.

1.1 Questão-chave

Como a taxa de desemprego entre jovens de 14 anos até idosos de 60 anos ou mais, influencia diretamente na política econômica do país. Utilizando os dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) sobre a taxa de desemprego nos últimos anos, foi possível realizar a previsão para o primeiro trimestre do ano de 2022, onde os resultados não se mostram satisfatórios e mantém altas taxas de desemprego em todas as faixas etárias, gerando assim um cenário de insegurança e instabilidade econômica.
Dessa forma, torna-se essencial a busca por alternativas e meios viáveis que contribuam e ajudem a solucionar o crescimento desse índice, para que assim, ocorra a sua reversão e diminuição para os anos seguintes.

1.2 Metodologia

Esta pesquisa é epidemiológica, que tem como caráter empírico, pois é baseada na coleta de dados e quantificação sobre o desemprego que ocorre dentro da população brasileira, nos primeiros trimestres de 2018 a 2021. A pesquisa epidemiológica requer um estudo de pessoas, determinando decisões sobre um grupo específico. A abordagem do problema ocorre de forma quantitativa e descritiva, o recolhimento de dados possibilita o desenvolvimento de gráficos ou tabelas com fins estatísticos probabilísticos para análise. Nessa perspectiva, os dados são coletados através de entrevistas realizadas em domicílios únicos, nesse caso por unidades da federação e grandes regiões, após essa etapa são identificados os valores e posteriormente o tratamento das respostas. A identificação busca observar: rendimento do trabalho e rendimento total domiciliar per capita, cujos limites seriam definidos em função da média, da mediana ou do terceiro quartil.

2 Desenvolvimento

2.1 Coleta

A coleta de dados ocorreu por meio de alguns critérios, primeiramente foi designado um âmbito de pesquisa, neste caso o domicílio. Entretanto, foram excluídos especificamente nas seguintes condições: pessoas moradas em embaixadas, consulados e legações, moradores de domicílio coletivo, como militares, casernas, mosteiros, conventos, asilos, orfanatos, escolas, hospitais, presos em penitenciárias, reformatórios. Essa definição contempla os detalhes do planejamento da coleta, procurando um universo peculiar para realizar a pesquisa. O objeto para essa tarefa foram pessoas, mediante as relações de mercado de trabalho. Toda coleta foi realizada em território nacional. A técnica de coleta utilizada foi, CAPI - Entrevista pessoal assistida por computador. O resultado final, consta em dados de amostragem probabilísticas.

2.2 Análise

Para a análise dos resultados, o cenário mundial atual deve ser levado em consideração, pois, encontra-se em meio a uma crise sanitária de situação pandêmica, tendo uma influência significativa nos resultados apresentados nos gráficos acima, principalmente nos anos de 2020 a 2021 e as previsões para o primeiro trimestre de 2022. Visto isso, pode-se observar que os anos de 2018 e 2020 mantiveram seus índices estáveis, sem alterações significativas, visto que o Brasil passava por uma crise de instabilidade política e econômica, os dados possuíam taxas significativamente altas se comparadas com os anos anteriores, porém manteve a estabilidade, conseguindo até uma pequena redução no ano de 2019. Entretanto, no ano de 2021 é possível visualizar o aumento significativo em todas as faixas etárias, sendo um reflexo da crise mundial que se instalou por meio da pandemia e atingiu todos os setores da economia mundial, o que afetou diretamente o país. Diante disso, as previsões para 2022 não alcançou resultados significativos, apenas uma pequena redução nas taxas de desemprego em todas as faixas etárias, porém, os índices ainda se mantêm elevados, o que acaba ficando evidente a influência do cenário da crise sanitário atual, além da gestão política atual do país, que influenciaram diretamente para os resultados dessa previsão.

3 Desdobramentos

Em meio a crise política e econômica vivida no território nacional, o desemprego é um dos fatores em destaque, onde pessoas de 14 a 60 anos ou mais estão sendo as mais afetadas. Isto é, de acordo com os dados analisados, podemos fazer algumas estimativas, onde os primeiros trimestres dos anos de 2018 a 2021 estão em destaque, nos revelando altos índices de desemprego, principalmente entre as faixas etárias mencionadas. Logo, é possível ampliarmos a análise para o primeiro trimestre de 2022, onde a partir dos dados coletados, e do tratamento dos mesmo, podemos formular algumas expectativas para tal. Sendo assim, ao observarmos o último trimestre de 2021, onde o índice da taxa de desemprego tem a tendência de aumentar, notou-se que o mesmo pode ocorrer no próximo ano, ou seja, no primeiro trimestre de 2022 é possível que o índice de desemprego se mantém elevado no Brasil, isto é, em todas as faixas etárias terá um aumento de desemprego. Desse modo, por mais que o índice de desemprego se mantenha ao longo do primeiro semestre de 2022, se faz necessário acompanhar a evolução ao longo dos próximos meses do ano.Em meio a crise política e econômica vivida no território nacional, o desemprego é um dos fatores em destaque, onde pessoas de 14 a 60 anos ou mais estão sendo as mais afetadas. Isto é, de acordo com os dados analisados, podemos fazer algumas estimativas, onde os primeiros trimestres dos anos de 2018 a 2021 estão em destaque, nos revelando altos índices de desemprego, principalmente entre as faixas etárias mencionadas. Logo, é possível ampliarmos a análise para o primeiro trimestre de 2022, onde a partir dos dados coletados, e do tratamento dos mesmo, podemos formular algumas expectativas para tal. Sendo assim, ao observarmos o último trimestre de 2021, onde o índice da taxa de desemprego tem a tendência de aumentar, notou-se que o mesmo pode ocorrer no próximo ano, ou seja, no primeiro trimestre de 2022 é possível que o índice de desemprego se mantém elevado no Brasil, isto é, em todas as faixas etárias terá um aumento de desemprego. Desse modo, por mais que o índice de desemprego se mantenha ao longo do primeiro semestre de 2022, se faz necessário acompanhar a evolução ao longo dos próximos meses do ano.

Figuras

  • Análise da taxa de desemprego nos primeiros trimestre de 2018 a 2021 no território brasileiro

Referências

COSENZA, Apoena Canuto; GRABOIS, Igor. O Brasil entre duas crises: crescimento econômico, desemprego e rearranjo político, 2010 e 2018. Revista de Economia Política e História Econômica, São Paulo, n. 45, p. 119-139, 2021. Disponível em: https://www.resenhacritica.com.br/todas-as-categorias/revista-de-economia-politica-e-historia-economica-sao-paulo-n-45-jan-2021/. Acesso em: 18 fev. 2022.

COSTA, Simone da Silva. Pandemia e desemprego no Brasil. Revista Administração Pública, Rio de Janeiro, n. 54, 2020. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rap/a/SGWCFyFzjzrDwgDJYKcdhNt/?lang=pt&format=html. Acesso em: 18 fev. 2022.

MINISTÉRIO DA ECONOMIA (Brasil). IBGE. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Notas técnicas. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2021. 115 p. ISBN 978-65-87201-85-6. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv101868_notas_tecnicas.pdf. Acesso em: 23 fev. 2022. "