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Revista Eletrônica sobre Acesso a Dados · eISSN 2763-7875

A tangerina e sua produção pelo Brasil

Publicado em v. 4, n. 1 (2023)

Autores

  • Beatriz Alves Ribeiro UNESP
  • Rafael Além de Lima UNESP/Tupã
  • Isabela Oliveira UNESP
  • Vinícius Canato UNESP

Resumo

O estudo deste trabalho se dá para analisar e interpretar os dados da série histórica da produção de tangerina no Brasil em suas diferentes regiões entre 2016 até 2020. No caso a área abordada foi o agronegócio, com isso foi analisada a dispersão dos dados referentes à produção e calculado a reta de regressão, que mostrou uma dispersão considerável dos dados do valor da produção, o que pode ter acontecido por diversos fatores, como variância climática, física e econômica.

Palavras-chave

Série históricavalor da produçãodadosagriculturaagronegóciodispersão dos dadosanálise

Texto completo

1 Introdução

A produção e o consumo mundial de frutas cítricas, dentre as quais as tangerinas, apresentaram fortes aumentos na década de 1990, quando a produção de tangerinas expandiu-se rapidamente (72% entre 1999 e 2000 e média dos anos 80s) permitindo níveis mais elevados de comércio e de consumo per capita. A tangerineira (Citrus reticulata Blanco) tem sua origem no nordeste da Ásia e no sudoeste da China. É considerada exótica e tem seu cultivo datado de 1.000 anos antes de Cristo. A principal forma de utilização da fruta é in natura, fresca ou em suco (Lorenzi et al., 2006). O processamento industrial, apesar de pequeno, extrai produtos como óleos essenciais, sucos, pectinas e rações (Sebrae, 2018). As tangerinas constituem o segundo grupo de frutas cítricas mais importantes na citricultura mundial. Ocupam, possivelmente, maior faixa de adaptação climática, uma vez que são plantas tolerantes a níveis altos e baixos de temperatura ambiental. Entre as variedades mais cultivadas destacam-se a Satsuma, Mexerica, Ponkan, Dancy e Cravo, além dos híbridos Murcot e Lee” (FIGUEIREDO, 1991). De acordo com FAO (2002) o Brasil é o quarto produtor mundial de tangerina, com sua área plantada superior a 50 mil hectares e sua produção por volta de 800 mil toneladas por ano. Os principais Estados produtores são pela ordem: São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Bahia e Minas Gerais, que devem perfazer na soma 90% da área total plantada. Por uma série de fatores, a escassez de estatísticas atualizadas de área (ou número de pés) e de produção, em termos de Brasil, tornam praticamente inviáveis análises mais aprofundadas da evolução da cultura, excetuando-se São Paulo. Todavia, a ideia que se tem é que, nos últimos dez anos, o número de pés plantados vem sendo expandido e a área mantida estável (OLIVETTE; CASER; CAMARGO, 2002) nesses cinco Estados, enquanto a produção vem aumentando.
A safra de tangerinas no Brasil se estende, normalmente, de março a setembro, com concentração nos meses de maio a agosto. Frequentemente, os produtores enfrentam forte queda nos preços no pico da safra. Pesquisas em manejo e com novas variedades tentam aumentar o período de colheita da fruta, com vistas à antecipação para os primeiros meses do ano. Não há informações precisas sobre o volume de industrialização da tangerina no Brasil, mas é sabidamente pequeno. Menos de 1% da safra nacional é exportada.
Diante disso, a área do assunto abordado é a agricultura, mais especificamente a série histórica do valor da produção de tangerina no Brasil, durante 2016 até 2020 e também de acordo com cada região do país, tendo como objetivo geral analisar a variação da produção de tangerinas e a dispersão dos dados.

1.1 Questão-chave

Quais os principais motivos da variação da produção de tangerinas nas regiões brasileiras entre 2016 até 2020?

1.2 Metodologia

A partir de fontes de dados secundários, este trabalho pretende apresentar os principais motivos da produção de tangerina entre 2016 até 2020. Para este trabalho foi realizada uma pesquisa utilizando o site do IBGE, o qual coletamos dados sobre o valor produção da tangerina em todos os estados brasileiros, no período de 2016 até 2020, e também o Google acadêmico o qual utilizamos artigos que complementam a pesquisa. Após o levantamento da questão chave e os dados estruturados, foi possível elaborar dois gráficos sobre produção de tangerina em cada região brasileira de 2016 até 2020. O primeiro gráfico é sobre o volume de produção de 1980 até 2005, e o segundo sobre o preço médio de tangerina de 1980 até 2005. Após a elaboração dos gráficos será possível calcular a reta do coeficiente de correlação e deste modo analisar os principais motivos da variação produção de tangerina nas regiões brasileiras. A partir de fontes de dados secundários, este trabalho pretende apresentar os principais motivos da produção de tangerina entre 2016 até 2020.Para este trabalho foi realizada uma pesquisa utilizando o site do IBGE, o qual coletamos dados sobre o valor produção da tangerina em todos os estados brasileiros, no período de 2016 até 2020, e também o Google acadêmico o qual utilizamos artigos que complementam a pesquisa. Após o levantamento da questão chave e os dados estruturados, foi possível elaborar dois gráficos sobre produção de tangerina em cada região brasileira de 2016 até 2020. O primeiro gráfico é sobre o volume de produção de 1980 até 2005, e o segundo sobre o preço médio de tangerina de 1980 até 2005. Após a elaboração dos gráficos será possível calcular a reta do coeficiente de correlação e deste modo analisar os principais motivos da variação produção de tangerina nas regiões brasileiras.

2 Desenvolvimento

2.1 Coleta

Utilizamos o site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para realizar a coleta de dados em relação a produção de tangerina em todo o território nacional. Esta coleta foi feita por meio de pesquisa com produtores agropecuários de cada região do país de 2016 até 2020,e em seguida foi realizada uma soma para obter esses valores referente aos dados coletados.

2.2 Análise

Por meio das interpretações desses dados, o produtor agropecuário pode analisar em quais estados em todo território brasileiro se concentra a melhor área frutífera das tangerinas, e assim, averiguar as características que beneficiam cada estado em questão, como clima, tempo, fatores físicos e econômicos entre outros. Ademais, junto aos gráficos, estes produtores podem verificar quais anos obtiveram melhores resultados em relação a produção do fruto em questão e fazer um cotejo dos melhores anos de produção com os piores e os melhores locais (estados) com os piores. Atualmente o maior e com melhores e com melhores perspectivas para manter uma boa produção nessa área é o estado de São Paulo ( IEA- Instituto de Economia Agrícola ).

3 Desdobramentos

Para a melhora em coletas, o investimento em estações meteorológicas seria útil para a decisão dos produtores nas melhores tendências climáticas, prática de manejos para diminuir as quedas dos frutos, uso de reguladores de crescimento, drenagem ou irrigação especializada dos pomares e manter o equilíbrio hormonal de etileno nos frutos, auxiliando no amadurecimento. Utilizar como referenciais, dados comparativos de outros países com o brasil em relação a taxa produtiva da tangerina e observar os fatores em que se melhora ou não a produção da mesma, utilizando a favor da produção e melhoramento do manejo do pomar.

Figuras

  • A tangerina e sua produção pelo Brasil

  • A tangerina e sua produção pelo Brasil

Referências

AMARO, A. A.; CASER, D. V. DIVERSIDADE DO MERCADO DE TANGERINAS. Informações Econômicas, São Paulo, v. 33, n. 12, dez. 2003. Disponível em: http://www.iea.sp.gov.br/ftpiea/ie/2003/tec5-1203.pdf. Acesso em: 26 fev. 2022.

GILMA, A. S. da; LANDAU, E. C. Evolução da Produção de Tangeria. Disponível em: https://www.alice.cnptia.embrapa.br/bitstream/doc/1122700/1/Cap39-EvolucaoProducaoTangerina.pdf. Acesso em: 26 fev. 2022.

SEBRAE. O cultivo e o mercado de tangerina. SEBRAE, 2013. Disponível em: https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/o-cultivo-e-o-mercado-da-tangerina,aefda5d3902e2410VgnVCM100000b272010aRCRD. Acesso em: 26 fev. 2022.