A diferença do índice de analfabetismo entre pessoas brancas e negras, no estado de São Paulo entre 2010 e 2019: Uma análise sob os dados do IVSThe difference in the illiteracy rate between white and black people in the state of São Paulo between 2010 and 2019: An analysis based on IVS dataLa diferencia en la tasa de analfabetismo entre blancos y negros en el estado de São Paulo entre 2010 y 2019: un análisis basado en datos del IVS
Publicado em v. 3, n. 2 (2022)
Published in Vol. 3, No. 2 (2022)
Publicado en v. 3, n. 2 (2022)
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ResumoAbstractResumen
Sendo um dos índices que influenciam no IVS (Índice de Vulnerabilidade Social), o analfabetismo ainda atinge muitas pessoas em nosso país. Partindo do princípio de que o termo analfabetismo pode ser utilizado para diferentes situações como analfabetismo digital, analfabetismo político e analfabetismo funcional, neste trabalho abordaremos o analfabetismo absoluto considerado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) como “pessoas de 15 anos ou mais de idade que não sabem ler e escrever pelo menos um bilhete simples no idioma que conhecem”. O índice será apresentado evidenciando a diferença percentual entre pessoas brancas e pessoas negras residentes no estado de São Paulo. Políticas públicas têm o objetivo de erradicar o analfabetismo no país, abordaremos projeções de erradicação assim como diversos dados que influenciam na dificuldade em erradicar essa situação.
Being one of the indexes that influence the IVS (Social Vulnerability Index), illiteracy still affects many people in our country. Assuming that the term illiteracy can be used for different situations such as digital illiteracy, political illiteracy and functional illiteracy, in this work we will approach the absolute illiteracy considered by the IBGE (Brazilian Institute of Geography and Statistics) as “people aged 15 years or over. age who cannot read and write at least one simple note in the language they know”. The index will be presented showing the percentage difference between white people and black people residing in the state of São Paulo. Public policies aim to eradicate illiteracy in the country, we will address eradication projections as well as various data that influence the difficulty in eradicating this situation.
Siendo uno de los índices que influyen en el IVS (Índice de Vulnerabilidad Social), el analfabetismo aún afecta a muchas personas en nuestro país. Asumiendo que el término analfabetismo puede ser utilizado para diferentes situaciones como analfabetismo digital, analfabetismo político y analfabetismo funcional, en este trabajo abordaremos el analfabetismo absoluto considerado por el IBGE (Instituto Brasileño de Geografía y Estadística) como “personas de 15 años o más”. mayores de edad que no saben leer y escribir al menos una nota simple en el idioma que conocen”. El índice será presentado mostrando la diferencia porcentual entre blancos y negros residentes en el estado de São Paulo. Las políticas públicas tienen como objetivo erradicar el analfabetismo en el país, abordaremos las proyecciones de erradicación así como diversos datos que inciden en la dificultad para erradicar esta situación.
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1 Introdução
O IVS é um índice composto que coleta indicadores de blocos de vulnerabilidade social do Atlas do Desenvolvimento Humano (ADH), o mesmo é apresentado graficamente em diferentes estruturas e dimensões, como suporte para identificação de partes territoriais onde há sobreposição que indicam exclusão e vulnerabilidade social no território, de modo a direcionar gestores públicos municipais, estaduais e federais, para a delineação das políticas públicas mais integradas com as deficiências e necessidades presentes na sociedade. De acordo com o IPEA (2015, p.8) o IVS possui uma estrutura com três dimensões tais quais;
O IVS possui três dimensões: i) IVS Infraestrutura Urbana; ii) IVS Capital Humano; e iii) IVS Renda e Trabalho. Essas dimensões correspondem a conjuntos de ativos, recursos ou estruturas, cujo acesso, ausência ou insuficiência indicam que o padrão de vida das famílias encontra-se baixo, sugerindo, no limite, o não acesso e a não observância dos direitos sociais.
Com o cenário exposto, a necessidade informacional idealizada pelo grupo, é: Quais as diferenças na taxa de analfabetismo entre pessoas brancas e negras? Com o seguinte objetivo: Delimitar os motivos que fazem a taxa de analfabetismo de pessoas negras ser maior que a de pessoas brancas no estado de São Paulo.
Tal coleta e tratamento dos dados realizado pelo grupo, é uma tentativa de entender mais sobre a descriminação racial que existe no estado de São Paulo, nesse sentido, são avaliados 10 anos (2010 a 2019), para que tenha-se uma base sólida de análise. Tal questionamento é de suma importância, pois, identificando o problema, levantando possíveis causas raízes e aliando ao acesso e tratamento de dados, é possível gerar sugestões de melhorias.
1.1 Questão chave:
Quais as diferenças na taxa de analfabetismo entre pessoas brancas e negras?
1.2 Metodologia
A fim de suprir a necessidade informacional, foi elaborado uma pesquisa, utilizando a abordagem quantitativa, através da coleta de dados, criação de gráficos para interpretação fenômenos sociais (PRADANOV e FREITAS, 2013). Com uma natureza aplicada, procurando produzir conhecimentos para aplicações práticas dirigidos à solução de problemas específicos, como a desigualdade racial (PRADANOV e FREITAS, 2013).
A ferramenta utilizada para realizar o tratamento e posteriormente a confecção dos gráficos expostos na presente pesquisa foi o Google Sheets, software utilizado para a elaboração de tabelas e gráficos, nenhuma outra ferramenta além desta foi utilizada.
O tratamento principal dos dados, é transformar diversos fatores, números, características, porcentagens e taxas, em um único número que resume o status da vulnerabilidade social, de determinada população. Sendo assim, para os municípios que apresentam IVS entre 0 e 0,200, considera-se que possuem muito baixa vulnerabilidade social. Valores entre 0,201 e 0,300 indicam baixa vulnerabilidade social. Aqueles que apresentam IVS entre 0,301 e 0,400 são de média vulnerabilidade social, ao passo que, entre 0,401 e 0,500 são considerados de alta vulnerabilidade social. Qualquer valor entre 0,501 e 1 indica que o município possui muito alta vulnerabilidade social.
O armazenamento e disponibilização dos dados de IVS (e de IDH) é de responsabilidade do O Atlas, que possibilita a consulta em diversos formatos de dados sobre a temática da vulnerabilidade social, fornecendo um panorama da vulnerabilidade e da exclusão social dos municípios, estados e regiões metropolitanas, sendo assim, sua relevância vem justamente da capacidade de fornecer informações sobre a unidade político-administrativa mais próxima do cotidiano dos cidadãos.
2 Desenvolvimento
2.1 Coleta:
A priori, houve um estudo do Instituto de Pesquisa e Economia Aplicada (IPEA) de quais fontes e bases de dados se utilizaria para montar o Índice de Vulnerabilidade Social (IVS), as bases que o IPEA poderia valer-se eram duas; Dados de Registros Administrativos (DRA’s) e os dados secundários realizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os DRA’s possibilitaria o IPEA de ter acesso a dados atualizados e de objetivos mais amplos, por outro lado, o IBGE apresentava dados limitados referente a termos temporais, entretanto, o instituto brasileiro possuía uma abordagem única na metodologia de coleta de dados, válida para o território todo. Diante das características abordadas o IPEA (2015, p.17) chegou à seguinte conclusão;
Embora fosse interessante poder contar com dados mais recentes, optou-se pelos dados do IBGE como base para a construção do IVS. Ademais, decidiu-se pela utilização apenas dos dados colhidos pelos censos demográficos, já que as PNADs não permitem o recorte municipal, o que inviabilizaria o propósito inicial de se obter indicadores para esta escala territorial.
Nota-se que a escolha realizada pelo IPEA se baseou na metodologia única utilizada pelo IBGE, entretanto a Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (PNADs) ficariam de fora, visto que a mesmo não permitiria o recorte municipal o que levaria à impossibilidade do escopo inicial de se extrair indicadores para a equivalência territorial.
A partir da decisão realizada pelo IPEA em optar pelos dados do IBGE, o instituto brasileiro deve de adotar novas metodologias ao realizar a leitura dos dois questionários utilizados para a pesquisa, visando extrair informações que indicassem situações de exclusão e de fragilidade social.
2.2 Análise
Dados foram coletados para a apresentação gráfica comparativa da situação do analfabetismo diante da população branca e negra.
Na análise do gráfico que trata o Analfabetismo de pessoas brancas entre os anos de 2010 a 2019 nota-se o declínio de 40% no valor da taxa.
O mesmo ocorreu na taxa de analfabetismo referente às pessoas negras. Ainda que a porcentagem de pessoas negras analfabetas seja muito mais alta que a porcentagem das pessoas brancas, a taxa teve os mesmos 40% de declínio.
A proporção de declínio da taxa é possível ser verificada através da equação de R² da relação entre os valores referente às pessoas brancas e pessoas negras. Apresentando um R² de 0,83 podemos verificar a proporção equiparada de declínio da taxa.
O PNE (Plano Nacional da Educação) determina diretrizes, metas e estratégias para a política educacional de 2014 a 2024. O documento aprovado em 2014, em sua meta de número 9 tem como objetivo de elevar a taxa de alfabetização da população com 15 (quinze) anos ou mais para 93,5% (noventa e três inteiros e cinco décimos por cento) até 2015 e, até o final da vigência deste PNE (2024), erradicar o analfabetismo absoluto.
Analisando os gráficos acima e acompanhando a equação do gráfico e seu R² não atingiremos o índice zero em 2024 como podem ver no gráfico abaixo.
No que tange ao analfabetismo apurado entre as pessoas brancas, no ano de 2024 o índice não chegará a zero, a erradicação, conforme a equação do gráfico aconteceria apenas em 2032, conforme se verifica abaixo.
O primeiro fator analisado, é a correlação entre o analfabetismo (taxa de analfabetismo da população de 15 ou mais anos de idade) e a porcentagem de pessoas de 6 a 14 anos que não frequentam escola. A primeiro momento, de maneira intuitiva, tais dados deveriam se correlacionar, porém o R² mostra-se inferior a 60% em ambos os cenários.
Por fim, para propor mais correlações que levam à taxa de analfabetismo da população do estado de São Paulo nos últimos 9 anos foi correlacionada a Taxa de Analfabetismo, com a porcentagem de crianças que vivem em domicílios com moradores sem fundamento completo. A correlação em questão foi a que mostrou um R² superior, que para o grafico de pessoas brancas, atingiu 73% de correlação.
O Plano Nacional de Educação estipulou que no ano de 2018 os estados tinham como meta a redução do analfabetismo em um percentual menor que 6,5%. No ano em questão 13 estados não atingiram a meta, mas tivemos uma diminuição na taxa referente ao estado de São Paulo que apresentou 2,6%, sendo que no ano de 2016 referida taxa apresentava 2,8% de percentual de analfabetos.
Os números nos levam a indagar quais seriam os motivos da evasão de alunos nos anos escolares anteriores ao Ensino Médio e como principal motivos das pessoas com 14 anos ou mais é a necessidade de trabalhar, seguido pelo segundo maior valor que é o não interesse em estudar.
3 Desdobramentos
Com todos esses dados, podemos ter uma previsão meio conturbada sobre o desandar do analfabetismo entre as pessoas negras e brancas, pois teve um decaimento de 40% até o ano de 2019, porém um número baixo para a quantidade da população brasileira e sua taxa de natalidade.
Porém os dados aprovados do IPEA dizem que a radicalização da educação se continuar nesse ritmo, a previsão para a radicalização do analfabetismo seria para o ano de 2032 para pessoas brancas e 2033 para pessoas negras. Algo alarmante para quem possui uma previsão para o ano de 2024, mas para isso deve se olhar, para a estrutura do estado em nível de educação, algo totalmente delicado e frágil para nós, onde não há todo o apoio e financiamento necessário para o fim do analfabetismo.
Para que ocorra todo o necessário, através do IPEA, podemos buscar a fragilidade de certas cidades em sua educação de jovens e adultos (EJA), pois tendo conhecimento disso, deve ser notado que, esse processo ocorre e a quantidade de vagas oferecidas nesta cidade atende a demanda caso exista.
Seguindo a perspectiva deste trabalho, notamos que o desdobramento e o andamento desta luta contra o analfabetismo será longo e ardoroso, pois terá muitos oscilamentos, onde será possível evasão e a falta de financiamento para esta luta. Com isso deve-se se preocupar com o analfabetismo não só a nível estadual e sim a nível nacional, onde sempre foi um problema para o país e pelas previsões continuará sendo até alguns anos para nós, caso não tenhamos um olhar perspicaz e aguçado para essa realidade.
1 Introduction
The IVS is a composite index that collects indicators of social vulnerability blocks from the Atlas of Human Development (ADH), it is graphically presented in different structures and dimensions, as a support for identifying territorial parts where there is overlap that indicate exclusion and social vulnerability in the territory, in order to direct municipal, state and federal public managers, for the delineation of public policies more integrated with the deficiencies and needs present in society. According to IPEA (2015, p.8) the IVS has a structure with three dimensions such as;
The IVS has three dimensions: i) IVS Urban Infrastructure; ii) IVS Human Capital; and iii) IVS Income and Work. These dimensions correspond to sets of assets, resources or structures, whose access, absence or insufficiency indicate that the standard of living of families is low, suggesting, at the limit, non-access and non-observance of social rights.
With the above scenario, the informational need idealized by the group is: What are the differences in the illiteracy rate between white and black people? With the following objective: To delimit the reasons that make the illiteracy rate of black people be higher than that of white people in the state of São Paulo.
Such data collection and processing carried out by the group is an attempt to understand more about the racial discrimination that exists in the state of São Paulo, in this sense, 10 years are evaluated (2010 to 2019), so that there is a solid base of analysis. analysis. Such questioning is of paramount importance, because, by identifying the problem, raising possible root causes and combining data access and processing, it is possible to generate suggestions for improvements.
1.1 Key question
What are the differences in the illiteracy rate between white and black people?
1.2 Methodology
In order to meet the informational need, a research was prepared, using a quantitative approach, through data collection, creation of graphics for the interpretation of social phenomena (PRADANOV and FREITAS, 2013). With an applied nature, seeking to produce knowledge for practical applications aimed at solving specific problems, such as racial inequality (PRADANOV and FREITAS, 2013).
The tool used to carry out the treatment and later the preparation of the graphs exposed in the present research was Google Sheets, software used for the preparation of tables and graphs, no other tool was used besides this one.
The main treatment of the data is to transform several factors, numbers, characteristics, percentages and rates, into a single number that summarizes the social vulnerability status of a given population. Thus, for municipalities that have an IVS between 0 and 0.200, it is considered that they have very low social vulnerability. Values between 0.201 and 0.300 indicate low social vulnerability. Those with an IVS between 0.301 and 0.400 are of medium social vulnerability, while those between 0.401 and 0.500 are considered to be of high social vulnerability. Any value between 0.501 and 1 indicates that the municipality has very high social vulnerability.
The storage and availability of IVS (and HDI) data is the responsibility of O Atlas, which enables consultation in various data formats on the subject of social vulnerability, providing an overview of the vulnerability and social exclusion of municipalities, states and metropolitan regions, therefore, its relevance comes precisely from the ability to provide information about the political-administrative unit closest to the daily lives of citizens.
2 Development
2.1 Collection
A priori, there was a study by the Institute for Research and Applied Economics (IPEA) which sources and databases would be used to assemble the Social Vulnerability Index (IVS), the bases that IPEA could use were two; Data from Administrative Records (DRA's) and secondary data carried out by the Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE).
The DRA's would allow IPEA to have access to updated data and broader objectives, on the other hand, the IBGE had limited data referring to temporal terms, however, the Brazilian institute had a unique approach in the data collection methodology, valid for the whole territory. In view of the characteristics addressed, IPEA (2015, p.17) reached the following conclusion;
Although it would be interesting to have more recent data, IBGE data was chosen as the basis for the construction of the IVS. Furthermore, it was decided to use only the data collected by the demographic censuses, since the PNADs do not allow the municipal cut, which would make the initial purpose of obtaining indicators for this territorial scale unfeasible.
It is noted that the choice made by IPEA was based on the unique methodology used by IBGE, however the National Survey by Household Samples (PNADs) would be and outside, since it would not allow the municipal cut, which would lead to the impossibility of the initial scope of extracting indicators for territorial equivalence.
From the decision made by IPEA to opt for IBGE data, the Brazilian institute must adopt new methodologies when reading the two questionnaires used for the research, aiming to extract information that indicate situations of exclusion and social fragility.
2.2 Analysis
Data were collected for the comparative graphic presentation of the illiteracy situation in front of the white and black population.
In the analysis of the graph that deals with the illiteracy of white people between the years 2010 to 2019, a 40% decline in the rate is noted.
The same occurred in the illiteracy rate for black people. Even though the percentage of illiterate black people is much higher than the percentage of white people, the rate has had the same 40% decline.
The proportion of rate decline can be verified through the R² equation of the relationship between the values referring to white people and black people. Presenting an R² of 0.83, we can verify the equal proportion of rate decline.
The PNE (National Education Plan) determines guidelines, goals and strategies for the educational policy from 2014 to 2024. The document approved in 2014, in its goal number 9, aims to increase the literacy rate of the population aged 15 (fifteen) ) years or more to 93.5% (ninety-three integers and five tenths percent) by 2015 and, by the end of the term of this PNE (2024), eradicate absolute illiteracy.
Analyzing the graphs above and following the graph equation and its R² we will not reach the zero index in 2024 as you can see in the graph below.
With regard to illiteracy among white people, in the year 2024 the index will not reach zero, the eradication, according to the graph equation, would only happen in 2032, as seen below.
The first factor analyzed is the correlation between illiteracy (illiteracy rate of the population aged 15 and over) and the percentage of people aged 6 to 14 who do not attend school. At first, intuitively, such data should be correlated, but the R² is below 60% in both scenarios.
Finally, to propose more correlations that lead to the illiteracy rate of the population of the state of São Paulo in the last 9 years, the Illiteracy Rate was correlated with the percentage of children living in households with residents without complete foundation. The correlation in question was the one that showed a higher R², which for the graph of white people, reached 73% of correlation.
The National Education Plan stipulated that in 2018 the states had a goal of reducing illiteracy by a percentage lower than 6.5%. In the year in question, 13 states did not reach the target, but we had a decrease in the rate referring to the state of São Paulo, which presented 2.6%, and in 2016 this rate had a percentage of illiterates of 2.8%.
The numbers lead us to ask what are the reasons for dropping out of students in the school years prior to high school and the main reason for people aged 14 and over is the need to work, followed by the second highest value, which is the lack of interest in studying.
3 Developments
With all this data, we can have a somewhat troubled forecast about the decline of illiteracy among black and white people, as it had a decline of 40% by the year 2019, but a low number for the amount of the Brazilian population and its rate of birth.
However, IPEA's approved data say that if the radicalization of education continues at this rate, the forecast for the radicalization of illiteracy would be for the year 2032 for white people and 2033 for black people. Something alarming for those who have a forecast for the year 2024, but for this one should look at the structure of the state in terms of education, something totally delicate and fragile for us, where there is not all the support and funding necessary for the end of illiteracy.
In order for everything necessary to occur, through IPEA, we can look for the fragility of certain cities in their youth and adult education (EJA), because having knowledge of this, it should be noted that this process occurs and the amount of vacancies offered in this city meets the demand if any.
Following the perspective of this work, we note that the unfolding and progress of this fight against illiteracy will be long and arduous, as it will have many oscillations, where evasion and lack of funding for this fight will be possible. With that, we should be concerned with illiteracy not only at the state level, but at the national level, where it has always been a problem for the country and, according to the forecasts, it will continue to be until a few years for us, if we do not have a perspicacious and sharp look at this problem. reality.
1 Introducción
El IVS es un índice compuesto que recoge indicadores de bloques de vulnerabilidad social del Atlas de Desarrollo Humano (ADH), se presenta gráficamente en diferentes estructuras y dimensiones, como apoyo para identificar partes territoriales donde hay superposición que indican exclusión y vulnerabilidad social. en el territorio, con el fin de orientar a los gestores públicos municipales, estatales y federales, para la delineación de políticas públicas más integradas a las carencias y necesidades presentes en la sociedad. Según IPEA (2015, p.8) el IVS tiene una estructura con tres dimensiones tales como;
El IVS tiene tres dimensiones: i) IVS Infraestructura Urbana; ii) IVS Capital Humano; y iii) IVS Renta y Trabajo. Estas dimensiones corresponden a conjuntos de bienes, recursos o estructuras, cuyo acceso, ausencia o insuficiencia indican que el nivel de vida de las familias es bajo, sugiriendo, en el límite, el no acceso y la inobservancia de los derechos sociales.
Con el escenario anterior, la necesidad de información idealizada por el grupo es: ¿Cuáles son las diferencias en la tasa de analfabetismo entre blancos y negros? Con el siguiente objetivo: Delimitar las razones que hacen que la tasa de analfabetismo de los negros sea superior a la de los blancos en el estado de São Paulo.
Tal recopilación y procesamiento de datos realizado por el grupo es un intento de comprender más sobre la discriminación racial que existe en el estado de São Paulo, en este sentido, se evalúan 10 años (2010 a 2019), para que haya una base sólida. de análisis análisis. Dicho cuestionamiento es de suma importancia, ya que, al identificar el problema, plantear las posibles causas raíz y combinar el acceso y el procesamiento de datos, es posible generar sugerencias de mejora.
1.1 Pregunta clave:
¿Cuáles son las diferencias en la tasa de analfabetismo entre los blancos y los negros?
1.2 Metodología
Para atender la necesidad de información, se elaboró una investigación, utilizando un enfoque cuantitativo, a través de la recolección de datos, creación de gráficos para la interpretación de los fenómenos sociales (PRADANOV y FREITAS, 2013). Con carácter aplicado, buscando producir conocimiento para aplicaciones prácticas dirigidas a la solución de problemas específicos, como la desigualdad racial (PRADANOV y FREITAS, 2013).
La herramienta utilizada para realizar el tratamiento y posterior elaboración de las gráficas expuestas en la presente investigación fue Google Sheets, software utilizado para la elaboración de tablas y gráficas, no se utilizó otra herramienta además de esta.
El principal tratamiento de los datos es transformar varios factores, números, características, porcentajes y tasas, en un solo número que resuma el estado de vulnerabilidad social de una determinada población. Así, para los municipios que tienen un IVS entre 0 y 0,200, se considera que tienen una vulnerabilidad social muy baja. Valores entre 0,201 y 0,300 indican baja vulnerabilidad social. Aquellos con un IVS entre 0,301 y 0,400 son de vulnerabilidad social media, mientras que aquellos entre 0,401 y 0,500 se consideran de vulnerabilidad social alta. Cualquier valor entre 0,501 y 1 indica que el municipio tiene una vulnerabilidad social muy alta.
El almacenamiento y disponibilidad de los datos del IVS (y del IDH) es responsabilidad de O Atlas, que posibilita la consulta en diversos formatos de datos sobre el tema de la vulnerabilidad social, brindando un panorama de la vulnerabilidad y exclusión social de los municipios, estados y regiones metropolitanas, por lo tanto , su relevancia proviene precisamente de la capacidad de brindar información sobre la unidad político-administrativa más cercana a la vida cotidiana de los ciudadanos.
2 Desarrollo
2.1 Colección
A priori había un estudio del Instituto de Investigación y Economía Aplicada (IPEA) qué fuentes y bases de datos se utilizarían para armar el Índice de Vulnerabilidad Social (IVS), las bases que podía utilizar el IPEA eran dos; Datos de Registros Administrativos (DRA's) y datos secundarios realizados por el Instituto Brasileño de Geografía y Estadística (IBGE).
Los DRA permitirían al IPEA tener acceso a datos actualizados y objetivos más amplios, por otro lado, el IBGE tenía datos limitados referidos a términos temporales, sin embargo, el instituto brasileño tenía un enfoque único en la metodología de recolección de datos, válido para todo el territorio. . En vista de las características abordadas, IPEA (2015, p. 17) llegó a la siguiente conclusión;
Aunque sería interesante tener datos más recientes, los datos del IBGE fueron elegidos como base para la construcción del IVS. Además, se decidió utilizar únicamente los datos recolectados por los censos demográficos, ya que las PNAD no permiten el corte municipal, lo que haría inviable el propósito inicial de obtener indicadores para esta escala territorial.
Se destaca que la elección hecha por el IPEA se basó en la metodología única utilizada por el IBGE, sin embargo, la Encuesta Nacional por Muestra de Hogares (PNAD) sería
y fuera, ya que no permitiría el corte municipal, lo que supondría la imposibilidad del ámbito inicial de extracción de indicadores de equivalencia territorial.
A partir de la decisión del IPEA de optar por los datos del IBGE, el instituto brasileño debe adoptar nuevas metodologías en la lectura de los dos cuestionarios utilizados para la investigación, con el objetivo de extraer informaciones que indiquen situaciones de exclusión y fragilidad social.
2.2 Análisis
Se recolectaron datos para la presentación gráfica comparativa de la situación de analfabetismo frente a la población blanca y negra.
En el análisis del gráfico que trata sobre el analfabetismo de los blancos entre los años 2010 a 2019, se nota un descenso del 40% en la tasa.
Lo mismo ocurrió en la tasa de analfabetismo de los negros. Si bien el porcentaje de negros analfabetos es muy superior al porcentaje de blancos, la tasa ha tenido el mismo descenso del 40%.
La proporción de disminución de la tasa se puede verificar a través de la ecuación R² de la relación entre los valores que se refieren a personas blancas y negras. Presentando un R² de 0,83, podemos verificar la misma proporción de disminución de la tasa.
El PNE (Plan Nacional de Educación) determina lineamientos, metas y estrategias para la política educativa de 2014 a 2024. El documento aprobado en 2014, en su meta número 9, tiene como objetivo aumentar la tasa de alfabetización de la población de 15 (quince) años. o más al 93,5% (noventa y tres enteros con cinco décimos por ciento) para el año 2015 y, al final de la vigencia de este PNE (2024), erradicar el analfabetismo absoluto.
Analizando los gráficos de arriba y siguiendo la ecuación del gráfico y su R² no llegaremos al índice cero en 2024 como se puede ver en el gráfico de abajo.
En cuanto al analfabetismo entre los blancos, en el año 2024 el índice no llegará a cero, la erradicación, según la ecuación del gráfico, solo ocurriría en 2032, como se ve a continuación.
El primer factor analizado es la correlación entre el analfabetismo (tasa de analfabetismo de la población de 15 y más años) y el porcentaje de personas de 6 a 14 años que no asisten a la escuela. Al principio, intuitivamente, dichos datos deberían estar correlacionados, pero el R² está por debajo del 60 % en ambos escenarios.
Finalmente, para proponer más correlaciones que conduzcan a la tasa de analfabetismo de la población del estado de São Paulo en los últimos 9 años, se correlacionó la Tasa de Analfabetismo con el porcentaje de niños que viven en hogares con residentes sin fundación completa. La correlación en cuestión fue la que presentó mayor R², que para el gráfico de personas blancas, alcanzó el 73% de correlación.
El Plan Nacional de Educación estipuló que en 2018 los estados tenían como meta reducir el analfabetismo en un porcentaje inferior al 6,5%. En el año en cuestión, 13 estados no alcanzaron la meta, pero tuvimos una disminución en la tasa referente al estado de São Paulo, que presentó un 2,6%, y en 2016 esa tasa tenía un porcentaje de analfabetos de 2,8%.
Los números nos llevan a preguntarnos cuáles son los motivos de deserción de los estudiantes en los años escolares previos a la secundaria y el principal motivo de las personas de 14 y más años es la necesidad de trabajar, seguido del segundo valor más alto que es la falta de interés en estudiar.
3 Desarrollos
Con todos estos datos, podemos tener un pronóstico un tanto problemático sobre la caída del analfabetismo entre negros y blancos, ya que tuvo una caída del 40% para el año 2019, pero un número bajo para la cantidad de población brasileña y su tasa. de nacimiento
Sin embargo, los datos aprobados por IPEA dicen que si la radicalización de la educación sigue a este ritmo, la previsión de radicalización del analfabetismo sería para el año 2032 para los blancos y 2033 para los negros. Algo alarmante para quienes tienen un pronóstico para el año 2024, pero para este se debe mirar la estructura del estado en materia de educación, algo totalmente delicado y frágil para nosotros, donde no se cuenta con todo el apoyo y financiamiento necesario para la fin del analfabetismo.
Para que todo lo necesario ocurra, a través del IPEA, podemos buscar la fragilidad de ciertas ciudades en su educación de jóvenes y adultos (EJA), pues teniendo conocimiento de esto, cabe señalar que este proceso se da y la cantidad de vacantes que se ofrecen En esta ciudad se atiende la demanda si la hubiere.
Siguiendo la perspectiva de este trabajo, advertimos que el desenvolvimiento y avance de esta lucha contra el analfabetismo será largo y arduo, pues tendrá muchas oscilaciones, donde será posible la evasión y la falta de financiamiento para esta lucha. Con eso, nos debe preocupar el analfabetismo no solo a nivel estatal, sino a nivel nacional, donde siempre ha sido un problema para el país y, según las previsiones, lo seguirá siendo hasta dentro de unos años para nosotros. , si no tenemos una mirada perspicaz y aguda a esta realidad.
FigurasFiguresFiguras
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A diferença do índice de analfabetismo entre pessoas brancas e negras, no estado de São Paulo entre 2010 e 2019: Uma análise sob os dados do IVS
The difference in the illiteracy rate between white and Black people, in the state of São Paulo between 2010 and 2019: An analysis based on IVS data
La diferencia del índice de analfabetismo entre personas blancas y negras, en el estado de São Paulo entre 2010 y 2019: Un análisis a partir de los datos del IVS
ReferênciasReferencesReferencias
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IBGE - INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (Brasil). Tabela: População residente, por sexo e situação do domicílio, população residente de 10 anos ou mais de idade, total, alfabetizada e taxa de alfabetização, segundo os Municípios. In : Censo demográfico 2000: resultados do universo. Disponível
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