Análise de dados de áreas de desmatamento no estado do Pará entre os anos 2020 e 2023Data analysis of deforestation areas in the state of Pará between 2020 and 2023Análisis de datos de áreas de deforestación en el estado de Pará entre los años 2020 y 2023
Publicado em v. 4, n. 2 (2023)
Published in Vol. 4, No. 2 (2023)
Publicado en v. 4, n. 2 (2023)
AutoresAuthorsAutores
- Gabryelly dos Santos Braga UFPA
- Helena Lucia Garcia Pereira UFPA
- William Felicidade Beckmam UFPA
ResumoAbstractResumen
O estado de Pará ocupa o 1º lugar com a maior área de desmatamento por hectares no Brasil com 1.415.087,35 nos últimos 4 anos, com base nas análises dos dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (PRODES), coordenado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), e do Projeto MapBiomas Alerta - Sistema de Validação e Refinamento de Alertas de Desmatamento com Imagens de Alta Resolução, focando nos dados da área de desmatamento no estado de Pará. Este estudo tem por objetivo fazer uma análise de dados das áreas de desmatamento no estado do Pará entre o mês de janeiro de 2020 a setembro de 2023. Os dados foram sistematizados em planilhas para gerar gráficos que esclareçam a situação encontrada. Como resultados, se observou que houveram períodos com altos índices de desmatamento principalmente entre os anos 2021 e 2022 e uma queda significativa no ano de 2023 até o mês de setembro.
The state of Pará ranks 1st, with the largest deforested area in hectares in Brazil, totaling 1,415,087.35 over the last 4 years, based on analyses of data from the Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (PRODES), coordinated by the Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), and from the Projeto MapBiomas Alerta - Sistema de Validação e Refinamento de Alertas de Desmatamento com Imagens de Alta Resolução, focusing on data on the deforested area in the state of Pará. This study aims to analyze data on deforestation areas in the state of Pará from January 2020 to September 2023. The data were systematized in spreadsheets to generate graphs that clarify the situation found. As results, it was observed that there were periods with high deforestation rates, mainly between 2021 and 2022, and a significant decrease in 2023 up to September.
El estado de Pará ocupa el 1.er lugar, con la mayor área de deforestación por hectáreas en Brasil, con 1.415.087,35 en los últimos 4 años, con base en los análisis de los datos del Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (PRODES), coordinado por el Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), y del Projeto MapBiomas Alerta - Sistema de Validação e Refinamento de Alertas de Desmatamento com Imagens de Alta Resolução, con foco en los datos del área de deforestación en el estado de Pará. Este estudio tiene como objetivo realizar un análisis de datos de las áreas de deforestación en el estado de Pará entre enero de 2020 y septiembre de 2023. Los datos se sistematizaron en hojas de cálculo para generar gráficos que aclaren la situación encontrada. Como resultados, se observó que hubo períodos con altos índices de deforestación, principalmente entre los años 2021 y 2022, y una caída significativa en el año 2023 hasta el mes de septiembre.
Palavras-chave
Keywords
Palabras clave
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1 Introdução
As atividades humanas, influenciadas por políticas governamentais de ocupação e econômicas, tem levado a um aumento no desmatamento realizado por empresas, principalmente do sul do Brasil, expandindo suas operações na Amazônia. As queimadas, por diversas vezes resultantes da atuação humana sobre a natureza, ocasionadas por diversas formas, desde acidentes até ações intencionais para expansão agrícola por exemplo. Essas práticas resultam em consequências ambientais, como por exemplo, o efeito estufa, erosões, empobrecimento do solo e perda de biodiversidade etc. (Diniz, 2009). Em relação ao desmatamento, ele ocorre por diversos fatores, na ampliação de áreas de monocultura, pecuária extensiva, na mineração e a extração de madeira ilegal. Segundo a fonte G1, no estado do Pará os municípios de Altamira, Anapu, São Félix do Xingu, Novo Progresso, Jacareacanga, entre outros, juntos concentraram 76% do desmatamento no período de 2019 a 2022 (Passos, 2023). Este artigo tem por objetivo fazer uma análise dos dados das áreas de desmatamento no estado do Pará entre o mês de janeiro de 2020 a setembro de 2023, onde teve períodos com altos índices de desmatamento principalmente entre os anos 2021 e 2022 e uma queda significativa no ano de 2023 até o mês de setembro, neste artigo vamos apresentar os resultados de uma análise das possíveis causas dessa súbita queda no número de área por hectare desmatada no estado do Pará até o período citado.
1.1 Questão-chave
De que forma é possível observar a evolução do desmatamento na Amazônia, assim como possíveis causas desse fato no estado do Pará?
1.2 Metodologia
As fontes empregadas na pesquisa foram encontradas por meio de uma pesquisa bibliográfica e documental. A pesquisa bibliográfica foi produzida com o propósito de trazer referências da comunidade científica, mas também houve pesquisas em sites de órgãos públicos responsáveis, consulta à constituição federal e revistas e artigos especializados. Realizou-se coleta de dados de satélite publicados por entidades responsáveis, com o intuito de coletar informações sobre cada etapa da análise dos índices de área de desmatamento no estado do Pará entre o período janeiro de 2020 a setembro de 2023.
2 Desenvolvimento
2.1 Coleta
As fontes utilizadas para coletar os dados da pesquisa foram do Projeto MapBiomas Alerta - Sistema de Validação e Refinamento de Alertas de Desmatamento com Imagens de Alta Resolução, e o site do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (PRODES) coordenado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), focando nos dados da área de desmatamento no estado do Pará.
2.2 Análise
No primeiro gráfico é apresentado o total anual da área de desmatamento por hectares do período 2020 a setembro de 2023 separadamente, é um de área total por hectares com o valor de 1.415.087,35 somando os 4 anos até setembro de 2023, onde juntamente com os dados do segundo gráfico, onde pode-se constatar um detalhamento mensal da área de desmatamento no estado do Pará nesses 4 anos. Podemos observar um mês de agosto 2020 a julho de 2021, meses que se mede a temporada do desmatamento, como o pior início de temporada até aquele ano, com quase quarenta e nove mil de área desmatada por hectares, o que não se poderia imaginar que os anos seguintes seriam ainda mais assustadores e alarmantes, em questão de desmatamento. A temporada de agosto de 2020 a julho de 2021 fechou com 450.362,4 de área total desmatada por hectares no estado de Pará. Na temporada de agosto de 2021 a julho de 2022 considerada o pior início de temporada das últimas décadas com 87.646,51 de área desmatada por hectares mantendo números altos até outubro de 2021, tendo uma quebra nos números no mês de novembro de 2021 e elevando os números novamente em março de 2022 e terminando a temporada em julho de 2022 com o total de 596.996,1 de área desmatada por hectares no estado do Pará. No periodo agosto de 2022 a julho de 2023 ainda se manteve altos índices de desmatamento com 75.178,54 de área de desmatamento por hectares, no entanto, tiveram uma queda gradativa mês a mês, chegando a janeiro de 2023, meio da temporada com 6.574,49 de área de desmatamento por hectares no estado do Pará, com uma queda significativa de 68.604,05 de área da Amazônia legal no estado do Pará, no final desta temporada totalizando 296.945,8 de área de desmatamento por hectares no estado do Pará, os números caíram consideravelmente comparadas as duas últimas temporadas. A temporada agosto de 2023 a julho de 2024, ainda está em andamento, até o presente momento do desenvolvimento deste artigo. Entretanto, já nos apresenta quedas significativas em números, exemplificadas através do terceiro gráfico, onde podemos analisar que o início de temporada foi muito promissor com 16.237,81 de área de desmatamento por hectares no estado de Pará, chegando a setembro de 2023 com 26.804,2 de área desmatada por hectares no estado. Com base nos dados até o momento, a expectativa dos valores totais da temporada de agosto de 2023 a julho de 2024, espera-se que se mantenha a queda significativa no número de área de desmatamento no estado de Pará.
3 Desdobramentos
Conclui-se, que quando se fala de desmatamento o questionamento quase imediato refere-se às causas, entretanto, existem inúmeros fatores que causam o desmatamento na Amazônia, destacando-se a grilagem de terras públicas, a expansão agrícola e pecuária, extração ilegal de madeira, mineração e expansão urbana. No estado de Pará o desmatamento é o maior e o mais rápido comparado aos outros estados, apesar de existirem diversos fatores que agravam o índice de desmatamento no estado, podemos apontar que grande parte disto vem porque o Pará é o maior estado com produção pecuária no Brasil. O Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (INPE) é responsável pelo monitoramento de desmatamento na Amazônia, através do programa de cálculo do desflorestamento (PRODES) em conjunto o programa de levantamento rápido de alerta de alterações na floresta amazônica (DETER), com base de alguns destes programas é possível identificar alterações e o monitoramento em tempo real através de satélites. Nos últimos 4 anos o INPE, divulgou dados referentes ao monitoramento da Amazônia com o maior número de alerta de desmatamento. O Pará se mostra no topo da lista trazendo cerca de seis municípios como principais desmatadores, dados estes sendo discutidos com base na repercussão internacional gerando reuniões com governantes de diversos países com fins de debater o desmatamento e os seus impactos. Às consequências do desmatamento desfreado vem sendo sentida por todo o país com ensejo do aumento da temperatura, provocada pela grande quantidade de CO2 na atmosfera, o que aumenta às possibilidades de incêndios, os quais ameaçam diretamente o bioma amazônico. A preocupação em torno da degradação da floresta amazônica vem sido discutida abertamente, discussão essa aberta ao nível nacional e internacional, sendo necessário se atentar ao papel que o estado de Pará exerce na questão do desmatamento e o que poderá ser feito para amenizar os danos, visto que às consequências do desmatamento ao longo dos anos estão criando danos irreversíveis, englobando não somente o estado, mas empresas, organizações supranacional e a sociedade civil na busca por equilíbrio ambiental.
1 Introduction
Human activities, influenced by governmental occupation and economic policies, have led to an increase in deforestation carried out by companies, mainly from southern Brazil, expanding their operations in the Amazon. Fires are often the result of human action on nature, caused in various ways, ranging from accidents to intentional actions for agricultural expansion, for example. These practices result in environmental consequences, such as the greenhouse effect, erosion, soil impoverishment and loss of biodiversity, etc. (Diniz, 2009). As for deforestation, it occurs due to various factors: the expansion of monoculture areas, extensive livestock farming, mining and illegal logging. According to the source G1, in the state of Pará, the municipalities of Altamira, Anapu, São Félix do Xingu, Novo Progresso, Jacareacanga, among others, together accounted for 76% of deforestation in the period from 2019 to 2022 (Passos, 2023). This article aims to analyze data on deforestation areas in the state of Pará from January 2020 to September 2023, a period with high deforestation rates, mainly between 2021 and 2022, and a significant decrease in 2023 up to September; in this article, we present the results of an analysis of the possible causes of this sudden drop in the deforested area per hectare in the state of Pará up to the period mentioned.
1.1 Key question
How is it possible to observe the evolution of deforestation in the Amazon, as well as the possible causes of this phenomenon in the state of Pará?
1.2 Methodology
The sources used in the research were found through bibliographic and documentary research. The bibliographic research was carried out with the purpose of bringing in references from the scientific community, but there were also searches on the websites of the responsible public bodies, consultation of the Federal Constitution, and of specialized journals and articles. Satellite data published by responsible entities were collected in order to gather information on each stage of the analysis of the deforestation area rates in the state of Pará in the period from January 2020 to September 2023.
2 Development
2.1 Data collection
The sources used to collect the research data were the Projeto MapBiomas Alerta - Sistema de Validação e Refinamento de Alertas de Desmatamento com Imagens de Alta Resolução and the website of the Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (PRODES), coordinated by the Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), focusing on data on the deforested area in the state of Pará.
2.2 Analysis
The first graph presents, separately, the annual total of the deforested area in hectares for the period from 2020 to September 2023, and one of total area in hectares, with a value of 1,415,087.35 adding up the 4 years until September 2023, together with the data from the second graph, in which a monthly breakdown of the deforested area in the state of Pará over these 4 years can be seen. We can observe, in the period from August 2020 to July 2021, the months over which the deforestation season is measured, the worst season start up to that year, with almost forty-nine thousand hectares of deforested area, and no one could have imagined that the following years would be even more frightening and alarming in terms of deforestation. The August 2020 to July 2021 season closed with 450,362.4 hectares of total deforested area in the state of Pará. The August 2021 to July 2022 season, considered the worst season start of recent decades, with 87,646.51 hectares of deforested area, maintained high numbers until October 2021, with a break in the numbers in November 2021, rose again in March 2022 and ended in July 2022 with a total of 596,996.1 hectares of deforested area in the state of Pará. In the period from August 2022 to July 2023, high deforestation rates were still maintained, with 75,178.54 hectares of deforested area; however, there was a gradual month-by-month decrease, reaching, in January 2023, the middle of the season, 6,574.49 hectares of deforested area in the state of Pará, a significant drop of 68,604.05 in area of the Legal Amazon in the state of Pará; at the end of this season, totaling 296,945.8 hectares of deforested area in the state of Pará, the numbers had fallen considerably compared to the two previous seasons. The August 2023 to July 2024 season is still under way at the time of writing this article. However, it already shows significant decreases in numbers, illustrated by the third graph, in which we can see that the start of the season was very promising, with 16,237.81 hectares of deforested area in the state of Pará, reaching September 2023 with 26,804.2 hectares of deforested area in the state. Based on the data available so far, regarding the expected total values for the August 2023 to July 2024 season, the significant decrease in deforested area in the state of Pará is expected to continue.
3 Further developments
It is concluded that, when deforestation is discussed, the almost immediate question concerns its causes; however, there are countless factors that cause deforestation in the Amazon, notably the grabbing of public lands, agricultural and livestock expansion, illegal logging, mining and urban expansion. In the state of Pará, deforestation is the largest and fastest compared to the other states; although there are several factors that aggravate the deforestation rate in the state, we can point out that a large part of it stems from the fact that Pará is the state with the largest livestock production in Brazil. The Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (INPE) is responsible for monitoring deforestation in the Amazon, through the deforestation calculation program (PRODES) together with the program for the rapid survey of alerts of changes in the Amazon forest (DETER); based on some of these programs, it is possible to identify changes and to carry out real-time monitoring via satellites. In the last 4 years, INPE has released data on the monitoring of the Amazon with the highest number of deforestation alerts. Pará appears at the top of the list, with about six municipalities among the main deforesters, and these data are being discussed in light of their international repercussions, which have led to meetings with leaders of several countries for the purpose of debating deforestation and its impacts. The consequences of unrestrained deforestation have been felt throughout the country, giving rise to an increase in temperature, caused by the large amount of CO2 in the atmosphere, which increases the possibility of fires, which directly threaten the Amazon biome. Concern about the degradation of the Amazon forest has been openly discussed, a discussion open at the national and international levels, making it necessary to pay attention to the role that the state of Pará plays in the issue of deforestation and to what can be done to mitigate the damage, since the consequences of deforestation over the years are creating irreversible damage, involving not only the state but also companies, supranational organizations and civil society in the search for environmental balance.
1 Introducción
Las actividades humanas, influenciadas por políticas gubernamentales de ocupación y económicas, han llevado a un aumento de la deforestación realizada por empresas, principalmente del sur de Brasil, que expanden sus operaciones en la Amazonía. Las quemas son, en muchas ocasiones, resultado de la acción humana sobre la naturaleza y se producen de diversas formas, desde accidentes hasta acciones intencionales para la expansión agrícola, por ejemplo. Estas prácticas tienen consecuencias ambientales, como el efecto invernadero, la erosión, el empobrecimiento del suelo y la pérdida de biodiversidad, etc. (Diniz, 2009). En relación con la deforestación, esta ocurre por diversos factores: la ampliación de áreas de monocultivo, la ganadería extensiva, la minería y la extracción ilegal de madera. Según la fuente G1, en el estado de Pará los municipios de Altamira, Anapu, São Félix do Xingu, Novo Progresso, Jacareacanga, entre otros, concentraron en conjunto el 76% de la deforestación en el período de 2019 a 2022 (Passos, 2023). Este artículo tiene como objetivo realizar un análisis de los datos de las áreas de deforestación en el estado de Pará entre enero de 2020 y septiembre de 2023, período en el que hubo altos índices de deforestación, principalmente entre los años 2021 y 2022, y una caída significativa en el año 2023 hasta el mes de septiembre; en este artículo presentamos los resultados de un análisis de las posibles causas de esta súbita caída en el área deforestada por hectárea en el estado de Pará hasta el período citado.
1.1 Pregunta clave
¿De qué forma es posible observar la evolución de la deforestación en la Amazonía, así como las posibles causas de este hecho en el estado de Pará?
1.2 Metodología
Las fuentes empleadas en la investigación se encontraron por medio de una investigación bibliográfica y documental. La investigación bibliográfica se realizó con el propósito de aportar referencias de la comunidad científica, pero también se realizaron búsquedas en sitios web de los organismos públicos responsables, la consulta de la Constitución Federal y de revistas y artículos especializados. Se realizó la recolección de datos satelitales publicados por entidades responsables, con el fin de reunir información sobre cada etapa del análisis de los índices de área de deforestación en el estado de Pará en el período de enero de 2020 a septiembre de 2023.
2 Desarrollo
2.1 Recolección de datos
Las fuentes utilizadas para recolectar los datos de la investigación fueron el Projeto MapBiomas Alerta - Sistema de Validação e Refinamento de Alertas de Desmatamento com Imagens de Alta Resolução y el sitio web del Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (PRODES), coordinado por el Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), con foco en los datos del área de deforestación en el estado de Pará.
2.2 Análisis
En el primer gráfico se presenta, por separado, el total anual del área de deforestación por hectáreas del período de 2020 a septiembre de 2023, y uno del área total por hectáreas, con un valor de 1.415.087,35, sumando los 4 años hasta septiembre de 2023, junto con los datos del segundo gráfico, en el que puede constatarse un desglose mensual del área de deforestación en el estado de Pará en esos 4 años. Podemos observar, en el período de agosto de 2020 a julio de 2021, meses en los que se mide la temporada de deforestación, el peor inicio de temporada hasta ese año, con casi cuarenta y nueve mil hectáreas de área deforestada, sin que se pudiera imaginar que los años siguientes serían aún más aterradores y alarmantes en materia de deforestación. La temporada de agosto de 2020 a julio de 2021 cerró con 450.362,4 hectáreas de área total deforestada en el estado de Pará. La temporada de agosto de 2021 a julio de 2022, considerada el peor inicio de temporada de las últimas décadas, con 87.646,51 hectáreas de área deforestada, mantuvo cifras altas hasta octubre de 2021, tuvo una interrupción en las cifras en el mes de noviembre de 2021, volvió a elevarlas en marzo de 2022 y terminó en julio de 2022 con un total de 596.996,1 hectáreas de área deforestada en el estado de Pará. En el período de agosto de 2022 a julio de 2023 aún se mantuvieron altos índices de deforestación, con 75.178,54 hectáreas de área deforestada; sin embargo, hubo una caída gradual mes a mes, hasta llegar en enero de 2023, mitad de la temporada, a 6.574,49 hectáreas de área deforestada en el estado de Pará, con una caída significativa de 68.604,05 de área de la Amazonía Legal en el estado de Pará; al final de esta temporada, con un total de 296.945,8 hectáreas de área deforestada en el estado de Pará, las cifras cayeron considerablemente en comparación con las dos temporadas anteriores. La temporada de agosto de 2023 a julio de 2024 aún está en curso hasta el momento de la elaboración de este artículo. No obstante, ya nos presenta caídas significativas en las cifras, ejemplificadas por medio del tercer gráfico, en el que podemos analizar que el inicio de la temporada fue muy prometedor, con 16.237,81 hectáreas de área deforestada en el estado de Pará, llegando a septiembre de 2023 con 26.804,2 hectáreas de área deforestada en el estado. Con base en los datos disponibles hasta el momento, en cuanto a la expectativa de los valores totales de la temporada de agosto de 2023 a julio de 2024, se espera que se mantenga la caída significativa en el área de deforestación en el estado de Pará.
3 Desarrollos posteriores
Se concluye que, cuando se habla de deforestación, el cuestionamiento casi inmediato se refiere a las causas; sin embargo, existen innumerables factores que causan la deforestación en la Amazonía, entre los que se destacan la usurpación de tierras públicas, la expansión agrícola y ganadera, la extracción ilegal de madera, la minería y la expansión urbana. En el estado de Pará, la deforestación es la mayor y la más rápida en comparación con los demás estados; aunque existen diversos factores que agravan el índice de deforestación en el estado, podemos señalar que gran parte de ello se debe a que Pará es el estado con mayor producción ganadera de Brasil. El Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (INPE) es responsable del monitoreo de la deforestación en la Amazonía, por medio del programa de cálculo de la deforestación (PRODES) en conjunto con el programa de levantamiento rápido de alertas de alteraciones en la selva amazónica (DETER); con base en algunos de estos programas, es posible identificar alteraciones y realizar el monitoreo en tiempo real por medio de satélites. En los últimos 4 años, el INPE divulgó datos referentes al monitoreo de la Amazonía con el mayor número de alertas de deforestación. Pará se sitúa en lo más alto de la lista, con cerca de seis municipios como principales deforestadores, datos que vienen siendo discutidos a partir de su repercusión internacional, lo que ha generado reuniones con gobernantes de diversos países con el fin de debatir la deforestación y sus impactos. Las consecuencias de la deforestación desenfrenada se vienen sintiendo en todo el país, con el consiguiente aumento de la temperatura, provocado por la gran cantidad de CO2 en la atmósfera, lo que aumenta las posibilidades de incendios, que amenazan directamente el bioma amazónico. La preocupación en torno a la degradación de la selva amazónica se ha discutido abiertamente, una discusión abierta a nivel nacional e internacional, por lo que es necesario prestar atención al papel que el estado de Pará desempeña en la cuestión de la deforestación y a lo que podrá hacerse para mitigar los daños, dado que las consecuencias de la deforestación a lo largo de los años están generando daños irreversibles, lo que involucra no solo al estado, sino también a empresas, organizaciones supranacionales y a la sociedad civil en la búsqueda del equilibrio ambiental.
FigurasFiguresFiguras
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Análise de dados de áreas de desmatamento no estado do Pará entre os anos 2020 e 2023
Data analysis of deforestation areas in the state of Pará between 2020 and 2023
Análisis de datos de áreas de deforestación en el estado de Pará entre los años 2020 y 2023
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Análise de dados de áreas de desmatamento no estado do Pará entre os anos 2020 e 2023
Data analysis of deforestation areas in the state of Pará between 2020 and 2023
Análisis de datos de áreas de deforestación en el estado de Pará entre los años 2020 y 2023
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Análise de dados de áreas de desmatamento no estado do Pará entre os anos 2020 e 2023
Data analysis of deforestation areas in the state of Pará between 2020 and 2023
Análisis de datos de áreas de deforestación en el estado de Pará entre los años 2020 y 2023
ReferênciasReferencesReferencias
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