A influência da pegada de carbono da cultura do amendoim e sua importância para o meio ambienteThe influence of the carbon footprint of the peanut crop and its importance for the environmentLa influencia de la huella de carbono del cultivo de maní y su importancia para el medio ambiente
Publicado em v. 5, n. 1 (2024)
Published in Vol. 5, No. 1 (2024)
Publicado en v. 5, n. 1 (2024)
AutoresAuthorsAutores
- Amanda Jurado Cerqueira Fernandes UNESP/Tupã
- Letícia Sarri dos Santos UNESP/Tupã
- Victor Hugo Spido UNESP/Tupã
ResumoAbstractResumen
O estudo discute a relevância da política ESG (Environmental, Social, and Corporate Governance) na produção de amendoim, enfatizando sua relevância econômica e ambiental no Brasil. O conceito ESG, criado por John Elkington em 2001, envolve prosperidade econômica, qualidade ambiental e justiça social, sendo crucial na definição de práticas empresariais sustentáveis. Este estudo se concentra na emissão de carbono do cultivo de amendoim no estado de São Paulo, o principal produtor brasileiro, responsável por 87,4% da produção nacional em 2020. Usando uma metodologia qualitativa e exploratória, a pesquisa se baseou em dados secundários obtidos de fontes como a Embrapa e o IBGE. Os resultados indicam que a emissão de carbono do amendoim em São Paulo é competitiva globalmente, com 0,616 kg CO2eq/kg, o que é inferior à média global e a de outros grandes produtores, como EUA e Índia. A análise indica que a administração do solo tem um impacto significativo nas emissões de carbono. A pesquisa sugere que práticas agrícolas otimizadas e tecnologias inovadoras podem diminuir ainda mais essa pegada, promovendo a sustentabilidade na cadeia produtiva do amendoim. Esses dados são fundamentais para o desenvolvimento de políticas públicas e estratégias de mercado que incentivem a produção sustentável, agregando valor ao produto e atendendo às necessidades de consumidores conscientes. Além disso, o estudo sugere que a análise da pegada de carbono pode orientar ações para minimizar os efeitos ambientais da agricultura, contribuindo para a preservação da biodiversidade e a diminuição das emissões de gases de efeito estufa.
The study discusses the relevance of ESG (Environmental, Social, and Corporate Governance) policy in peanut production, emphasizing its economic and environmental relevance in Brazil. The ESG concept, created by John Elkington in 2001, involves economic prosperity, environmental quality and social justice, and is crucial in defining sustainable business practices. This study focuses on the carbon emissions of peanut cultivation in the state of São Paulo, the main Brazilian producer, responsible for 87.4% of national production in 2020. Using a qualitative and exploratory methodology, the research was based on secondary data obtained from sources such as Embrapa and IBGE. The results indicate that the carbon emissions of peanuts in São Paulo are globally competitive, at 0.616 kg CO2eq/kg, which is lower than the global average and that of other major producers, such as the USA and India. The analysis indicates that soil management has a significant impact on carbon emissions. The research suggests that optimized agricultural practices and innovative technologies can further reduce this footprint, promoting sustainability in the peanut production chain. These data are fundamental for the development of public policies and market strategies that encourage sustainable production, adding value to the product and meeting the needs of conscious consumers. In addition, the study suggests that carbon footprint analysis can guide actions to minimize the environmental effects of agriculture, contributing to the preservation of biodiversity and the reduction of greenhouse gas emissions.
El estudio discute la relevancia de la política ESG (Environmental, Social, and Corporate Governance) en la producción de maní, enfatizando su relevancia económica y ambiental en Brasil. El concepto ESG, creado por John Elkington en 2001, abarca la prosperidad económica, la calidad ambiental y la justicia social, y resulta crucial en la definición de prácticas empresariales sostenibles. Este estudio se centra en la emisión de carbono del cultivo de maní en el estado de São Paulo, el principal productor brasileño, responsable del 87,4% de la producción nacional en 2020. Utilizando una metodología cualitativa y exploratoria, la investigación se basó en datos secundarios obtenidos de fuentes como Embrapa y el IBGE. Los resultados indican que la emisión de carbono del maní en São Paulo es competitiva a nivel global, con 0,616 kg CO2eq/kg, valor inferior al promedio global y al de otros grandes productores, como EUA e India. El análisis indica que la gestión del suelo tiene un impacto significativo en las emisiones de carbono. La investigación sugiere que las prácticas agrícolas optimizadas y las tecnologías innovadoras pueden reducir aún más esta huella, promoviendo la sostenibilidad en la cadena productiva del maní. Estos datos son fundamentales para el desarrollo de políticas públicas y estrategias de mercado que incentiven la producción sostenible, agregando valor al producto y atendiendo a las necesidades de los consumidores conscientes. Además, el estudio sugiere que el análisis de la huella de carbono puede orientar acciones para minimizar los efectos ambientales de la agricultura, contribuyendo a la preservación de la biodiversidad y a la disminución de las emisiones de gases de efecto invernadero.
Palavras-chave
Keywords
Palabras clave
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1 Introdução
Nos dias atuais, organizações e produtores de todas as proporções debatem sobre a necessidade e importância de manter o tripé da sustentabilidade em seus serviços, tripé esse desenvolvido pelo sociólogo inglês John Elkington em 2001 que engloba prosperidade econômica, qualidade ambiental e justiça social; atualmente, dado conceito é conhecido como Environmental, Social and Corporate Governance (ESG). (Costa, Ferezin. 2021) Trabalhando sobre o conceito de ESG, os professores doutores Irigaray e Stocker definem: Um conjunto bastante amplo de questões, desde a pegada de carbono até as práticas trabalhistas e de corrupção, que justificam a criação de critérios e práticas que direcionam o papel e a responsabilidade dos negócios em direção aos fatores ambientais, sociais e de governança corporativa. (Irigaray, Stocker. 2022. p. 1) Com o conceito em mente, o presente estudo apresentará como a política ESG se faz presente no cultivo do amendoim, esta oleaginosa que está em constante crescimento dentro do cenário econômico brasileiro e tem grande participação em dois setores, na produção de óleo e também na alimentação humana (Araújo, et al. 2014) Num planeta onde a produção de amendoim, na safra de 2020, foi de aproximadamente 53 milhões de toneladas, o Brasil possui importante participação nesse valor. Ocupando o 13º lugar, ele foi responsável por produzir cerca de 651 mil toneladas; boa parte dessa produção foi responsabilizada pelo estado de São Paulo que produziu, aproximadamente, 87,4% da quantidade total (em torno de 569 mil toneladas). (Ramos, et al. 2023) Por fim, vale apresentar que o amendoim possui uma participação no tema “pegada de carbono”. Esse conceito é definido pela quantidade de carbono que determinada atividade, serviço, organização ou governo emite e colabora para mudanças climáticas, como por exemplo o efeito estufa. (eCycle, 2023).
1.1 Questão-chave
Como questão chave orientadora na busca de respostas, busca-se entender a participação do cultivo do amendoim no estado de São Paulo para a pegada de carbono. Dadas informações irão conversar com a parte ambiental do conceito ESG. Estudar a pegada de carbono do amendoim se faz importante para poder entender algumas situações como por exemplo: saber se a cultura do amendoim corrobora para a mudança climática, entender o nível de emissão para saber se está de acordo com as normas regulamentadoras de quantidade de liberação de carbono, se pode ajudar positivamente com a pegada de carbono, entre outras justificativas.
1.2 Metodologia
Para a realização dessa pesquisa foi usado o método qualitativo juntamente com uma abordagem exploratória. Será seguido a forma bibliográfica de pesquisa e, os dados encontrados são caracterizados secundários pois já foram escritos e tratados anteriormente. Os mesmos serão coletados em sites de investigação científica dentro de obras já publicadas encontradas em base de dados como Periódico CAPES, Acadêmico, Scielo, Embrapa, dentre outros.
2 Desenvolvimento
2.1 Coleta
Para a coleta dos dados, foi utilizado como artigo base “Perfil Ambiental e Pegada de Carbono do Amendoim do Estado de São Paulo” da Embrapa. O texto discute a relevância de levar em conta a qualidade do ambiente e a emissão de carbono na fabricação de amendoim, em particular para captar a atenção de consumidores mais exigentes. O artigo em si teve como objetivo identificar os modelos comuns de produção na agricultura e indústria, além de calcular as características ambientais e a emissão de carbono gerada pela produção de amendoim. Visando uma análise quantitativa, foi utilizado a fonte de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nela captamos tabelas de área planta por hectare do Brasil, Sudeste, São Paulo, e das microrregiões de Jaboticabal, Ribeirão Preto, Marília, Lins, Presidente Prudente, Tupã, Catanduva e São José do Rio Preto. A fim de realizar o Gráfico 1 , foi utilizado como base o artigo “Perfil Ambiental e Pegada de Carbono do Amendoim do Estado de São Paulo” da Embrapa (2023). Os dados da tabela 8 foram utilizados para comparar a pegada de carbono (PC) do amendoim produzido em São Paulo com o de outras regiões do mundo. Para criar o gráfico 2, empregamos os dados da tabela 1 do artigo “Perfil Ambiental e Pegada do Amendoim do Estado de São Paulo” da Embrapa (2023), que descreve o inventário das entradas e saídas de fluxos provenientes da natureza e da tecnosfera para o SATAP. Para uma análise mais profunda buscou dados da área plantado do Amendoim no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), das microrregiões de Marília, Tupã, Presidente Prudente, Lins, Ribeirão Preto, Jaboticabal, Catanduva e São José do Rio Preto no ano de 2020. Para a elaboração do Gráfico 4, foram utilizados dados da Tabela 2 do artigo “Perfil Ambiental e Pegada de Carbono do Amendoim do Estado de São Paulo” da Embrapa (2023), ela refere ao inventário das emissões de substâncias para o ar, água e solo, provenientes do SATAP. As principais emissões ocorreram devido à conversão da terra, seguido pela aplicação de fertilizante nitrogenado e decomposição de resíduos de colheita, uso de calcário e uso de diesel em atividades agrícolas. As emissões decorrentes das alterações na ocupação da terra são expressivas, porém muitas vezes estão além do controle do produtor, refletindo mudanças na sequência de atividades econômicas e práticas de manejo após a remoção da vegetação nativa. De acordo com a Embrapa (2023), a pegada de carbono do amendoim é de “0,616 kg de CO2 de MUT por kg de amendoim em vagem/casca”. Para uma interpretação mais profunda dessa temática, coletou-se a pegada de carbono das 3 principais culturas do Brasil: milho e soja. Conforme Vieira et al. (2023), a pegada de carbono da cultura da soja no ano de 2020 foi de 238,25 kg de CO2 , e a da cultura do milho foi de 93,52 kg de CO2.
2.2 Análise
O gráfico 1 demonstra a análise da pegada de carbono do amendoim em vagem/casca do estado de São Paulo (SATAP), em comparação com valores de outros países em bancos de dados internacionais. Além disso, leva em consideração para o estudo: produtividade, manejo do solo e emissões de gases de efeito estufa (GEE). Interpretando os dados têm se informações de que:
- A pegada de carbono do amendoim do estado de São Paulo (0,616 kg CO2eq/kg) é competitiva em relação a outros países, sendo:
- Similar à da China (0,497 kg CO2eq/kg);
- Significativamente menor que a dos EUA (1,16 kg CO2eq/kg), Índia (2,93 kg CO2eq/kg) e Argentina (1,21 kg CO2eq/kg);
119% menor que a média global, e
79% menor que a do resto do mundo. - Ademais, também conclui - se que o manejo do solo (MUT), contribui significativamente para a pegada de carbono sendo: 61% da pegada no amendoim do estado de São Paulo; 34% na média global; 52% no resto do mundo, e 83% no amendoim argentino.
Ou seja, o amendoim do estado de São Paulo tem baixa pegada de carbono e alta competitividade ambiental, com o manejo do solo sendo um ponto importante para reduzir emissões de GEE.
O gráfico 2 mostra que a produção de 1 kg de amendoim em vagem/casca no sistema agrícola típico do estado de São Paulo (SATAP) requer uma grande quantidade de recursos naturais e tecnológicos. As principais entradas da natureza são a terra arável, o ar e a água. As principais entradas da tecnosfera são o biodiesel, o alquilbenzeno, os pesticidas e o glifosato.
- Terra arável: A produção de amendoim requer uma grande quantidade de terra arável. O valor de 9,04E-06 ha/ano indica que, para produzir 1 kg de amendoim, é necessário ocupar 0,00000904 hectares de terra arável.
- Ar: O ar é essencial para a fotossíntese das plantas. O valor de 3,99E-03 kg indica que, para produzir 1 kg de amendoim, são necessários 3,99 gramas de ar.
Água: A água é essencial para o crescimento das plantas. O valor de 8,19E-09 kg indica que, para produzir 1 kg de amendoim, são necessários 8,19 microgramas de água subterrânea e 9,00E-12 kg de água superficial. - Solo: O solo é essencial para o fornecimento de nutrientes para as plantas. O valor de 1,00E-04 kg indica que, para produzir 1 kg de amendoim, são necessários 0,1 miligramas de solo de mata e 3,79 miligramas de solo agrícola.
- Biodiesel: O biodiesel é um biocombustível utilizado para tracionar máquinas agrícolas. O valor de 2,52E-03 kg indica que, para produzir 1 kg de amendoim, são necessários 2,52 gramas de biodiesel.
- Alquilbenzeno: O alquilbenzeno é um composto químico utilizado na produção de detergentes. O valor de 1,13E-04 kg indica que, para produzir 1 kg de amendoim, são necessários 1,13 miligramas de alquilbenzeno.
- Pesticidas: Os pesticidas são utilizados para controlar pragas e doenças nas plantas. O valor de 7,29E-05 kg indica que, para produzir 1 kg de amendoim, são necessários 0,0729 miligramas de pesticidas inespecíficos.
- Glifosato: O glifosato é um herbicida utilizado para controlar o crescimento de ervas daninhas. O valor de 2,36E-05 kg indica que, para produzir
O gráfico 3 apresenta a área plantada de amendoim por microrregião geográfica no estado de São Paulo em 2020. As microrregiões estão representadas por seus municípios principais, com destaque para Marília, Tupã, Presidente Prudente, Lins, Ribeirão Preto, Jaboticabal, Catanduva e São José do Rio Preto. O eixo horizontal do gráfico representa as microrregiões, enquanto o eixo vertical representa a área plantada em hectares. A área plantada de amendoim está concentrada em poucas microrregiões. Marília, Tupã e Presidente Prudente se destacam como as principais áreas de produção, com área plantada superior a 10.000 hectares cada. As demais microrregiões apresentam área plantada inferior a 5.000 hectares. Observa se que a distribuição da área plantada de amendoim no estado de São Paulo é desigual. As três microrregiões com maior área plantada concentram mais da metade da produção total do estado. As demais microrregiões apresentam uma participação menor na produção total. Essa desigualdade da área plantada de amendoim pode ser explicada por diversos fatores, como clima, solo, infraestrutura e tradição agrícola. As microrregiões com maior área plantada geralmente apresentam clima e solo adequados para o cultivo do amendoim, além de boa infraestrutura e tradição agrícola. O gráfico 4 apresenta o inventário de emissões para o ar, água e solo provenientes do uso de insumos na produção de 1 kg de amendoim em vagem/casca, em sistema agrícola típico do estado de São Paulo (SATAP). As emissões estão representadas por tipo de gás ou poluente, com destaque para amônia, óxido nitroso, óxidos de nitrogênio, dióxido de carbono e emissões da queima de combustíveis. O eixo horizontal do gráfico representa o tipo de emissão, enquanto o eixo vertical representa a quantidade de emissão em quilogramas. Sendo assim, observa -se que os fertilizantes nitrogenados são a principal fonte de emissões de amônia e óxido nitroso na produção de amendoim. Ja a queima de combustíveis fósseis para tracionar máquinas agrícolas e para processar o amendoim é a principal fonte de emissões de dióxido de carbono e outros gases poluentes. Por fim, o gráfico 5 apresenta a pegada de carbono do amendoim em comparação com as tres principais culturas do Brasil: milho, soja e café. A pegada de carbono é a quantidade de gases de efeito estufa emitidos na produção de um kg de produto. No gráfico, a pegada de carbono é expressa em quilogramas de CO2 equivalente (CO2e). Sendo assim, tem se que:
- O amendoim tem a menor pegada de carbono entre as três culturas analisadas;
- O café tem a maior pegada de carbono entre as cinco culturas analisadas. Isso se deve ao fato de que o cultivo do café exige o desmatamento de florestas, que liberam CO2 na atmosfera.
3 Desdobramentos
Os cinco gráficos apresentados sobre a produção de amendoim no estado de São Paulo fornecem um conjunto de dados valiosos que podem ser utilizados para diversos fins, com desdobramentos em diferentes áreas do conhecimento e com potencial para gerar impactos positivos na sociedade e no meio ambiente.
- Pesquisa e Desenvolvimento: Aprimoramento das práticas agrícolas: Analisar os dados em mais detalhes para identificar oportunidades de otimização das técnicas de cultivo, manejo do solo, uso de insumos e controle de pragas e doenças, visando aumentar a produtividade e reduzir ainda mais a pegada de carbono do amendoim.
Desenvolvimento de novas tecnologias: Utilizar os dados como base para pesquisas e desenvolvimento de novas tecnologias agrícolas que contribuam para a sustentabilidade da produção. Estudo do ciclo de vida do amendoim: Ampliar a análise para considerar todo o ciclo de vida do amendoim, desde a produção até o consumo final, incluindo etapas como transporte, processamento, embalagem e descarte, para identificar pontos de melhoria e reduzir o impacto ambiental geral. - Políticas Públicas: Elaboração de políticas públicas direcionadas: Utilizar os dados como base para a criação de políticas públicas que incentivem a produção sustentável de amendoim, como subsídios para práticas agrícolas ecológicas, investimento em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias limpas e programas de educação ambiental para agricultores.
- Definição de metas de sustentabilidade: Estabelecer metas ambiciosas de redução da pegada de carbono da produção de amendoim no estado de São Paulo, com base nos dados apresentados nos gráficos, e acompanhar o progresso ao longo do tempo.
Promoção da agricultura familiar: Desenvolver programas de apoio à agricultura familiar, que muitas vezes enfrenta dificuldades para implementar práticas sustentáveis, como acesso a crédito, assistência técnica e capacitação. - Mercado e Comércio: Diferenciação de produtos: Criar selos ou certificações que identifiquem o amendoim produzido de forma sustentável, permitindo que os consumidores façam escolhas mais conscientes na hora da compra.
- Agregação de valor: Desenvolver novos produtos a partir do amendoim produzido de forma sustentável, como óleos, farinhas e snacks, para ampliar as oportunidades de mercado e gerar renda para os agricultores. Exportação para mercados internacionais: Posicionar o amendoim paulista como um produto premium nos mercados internacionais, destacando sua qualidade, sustentabilidade e responsabilidade social.
- Sustentabilidade Ambiental: Redução das emissões de gases de efeito estufa: Implementar medidas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa na produção de amendoim, como o uso de fontes de energia renováveis, a adoção de práticas agrícolas conservadoras e a otimização do manejo do solo.
Conservação da biodiversidade: Promover a conservação da biodiversidade nas áreas de produção de amendoim, preservando habitats naturais, protegendo espécies ameaçadas e incentivando a agricultura ecológica.
1 Introduction
Nowadays, organizations and producers of all sizes debate the need for and importance of maintaining the triple bottom line of sustainability in their services, a triple bottom line developed by the English sociologist John Elkington in 2001 that encompasses economic prosperity, environmental quality and social justice; currently, this concept is known as Environmental, Social and Corporate Governance (ESG). (Costa, Ferezin. 2021) Working on the concept of ESG, Professors Dr. Irigaray and Dr. Stocker define: A very broad set of issues, from the carbon footprint to labor and corruption practices, that justify the creation of criteria and practices that direct the role and responsibility of business toward environmental, social and corporate governance factors. (Irigaray, Stocker. 2022. p. 1) With the concept in mind, the present study will show how ESG policy is present in peanut cultivation, this oilseed that is constantly growing within the Brazilian economic scenario and has a large share in two sectors, oil production and also human food (Araújo, et al. 2014) On a planet where peanut production, in the 2020 harvest, was approximately 53 million tonnes, Brazil has an important share of this value. Ranking 13th, it was responsible for producing about 651 thousand tonnes; a large part of this production was accounted for by the state of São Paulo, which produced approximately 87.4% of the total quantity (around 569 thousand tonnes). (Ramos, et al. 2023) Finally, it is worth noting that peanuts play a part in the topic “carbon footprint”. This concept is defined by the amount of carbon that a given activity, service, organization or government emits and with which it contributes to climate change, such as, for example, the greenhouse effect. (eCycle, 2023).
1.1 Key question
As the key question guiding the search for answers, the aim is to understand the contribution of peanut cultivation in the state of São Paulo to the carbon footprint. This information will engage with the environmental part of the ESG concept. Studying the carbon footprint of peanuts is important in order to understand certain situations, for example: knowing whether peanut cultivation contributes to climate change, understanding the level of emissions to know whether it complies with the regulatory standards on the amount of carbon released, whether it can help positively with the carbon footprint, among other justifications.
1.2 Methodology
To carry out this research, the qualitative method was used together with an exploratory approach. The bibliographic form of research will be followed, and the data found are characterized as secondary because they have already been written and processed previously. They will be collected from scientific research websites within already published works found in databases such as Periódico CAPES, Acadêmico, Scielo, Embrapa, among others.
2 Development
2.1 Data collection
For data collection, the article “Perfil Ambiental e Pegada de Carbono do Amendoim do Estado de São Paulo” by Embrapa was used as the base article. The text discusses the relevance of taking into account the quality of the environment and carbon emissions in peanut production, in particular to capture the attention of more demanding consumers. The article itself aimed to identify the common production models in agriculture and industry, in addition to calculating the environmental characteristics and the carbon emissions generated by peanut production. Aiming at a quantitative analysis, the data source of the Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) was used, from which we obtained tables of planted area per hectare for Brazil, the Southeast, São Paulo, and the microregions of Jaboticabal, Ribeirão Preto, Marília, Lins, Presidente Prudente, Tupã, Catanduva and São José do Rio Preto. In order to produce Chart 1 , the article “Perfil Ambiental e Pegada de Carbono do Amendoim do Estado de São Paulo” by Embrapa (2023) was used as a basis. The data from table 8 were used to compare the carbon footprint (PC) of peanuts produced in São Paulo with that of other regions of the world. To create chart 2, we used the data from table 1 of the article “Perfil Ambiental e Pegada do Amendoim do Estado de São Paulo” by Embrapa (2023), which describes the inventory of inputs and outputs of flows from nature and from the technosphere for SATAP. For a deeper analysis, data on the planted area of peanuts were sought from the Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), for the microregions of Marília, Tupã, Presidente Prudente, Lins, Ribeirão Preto, Jaboticabal, Catanduva and São José do Rio Preto in the year 2020. For the preparation of Chart 4, data from Table 2 of the article “Perfil Ambiental e Pegada de Carbono do Amendoim do Estado de São Paulo” by Embrapa (2023) were used; it refers to the inventory of emissions of substances to air, water and soil from SATAP. The main emissions occurred due to land conversion, followed by the application of nitrogen fertilizer and the decomposition of crop residues, the use of limestone and the use of diesel in agricultural activities. Emissions resulting from changes in land occupation are significant, but they are often beyond the producer's control, reflecting changes in the sequence of economic activities and management practices after the removal of native vegetation. According to Embrapa (2023), the carbon footprint of peanuts is “0.616 kg of CO2 from MUT per kg of peanuts in pod/shell”. For a deeper interpretation of this topic, the carbon footprint of the 3 main crops in Brazil was collected: corn and soybean. According to Vieira et al. (2023), the carbon footprint of the soybean crop in 2020 was 238.25 kg of CO2 , and that of the corn crop was 93.52 kg of CO2.
2.2 Analysis
Chart 1 shows the analysis of the carbon footprint of peanuts in pod/shell from the state of São Paulo (SATAP), compared with values from other countries in international databases. In addition, it takes into consideration for the study: productivity, soil management and greenhouse gas (GHG) emissions. Interpreting the data, the following information is obtained:
- The carbon footprint of peanuts from the state of São Paulo (0.616 kg CO2eq/kg) is competitive in relation to other countries, being:
- Similar to that of China (0.497 kg CO2eq/kg);
- Significantly lower than that of the USA (1.16 kg CO2eq/kg), India (2.93 kg CO2eq/kg) and Argentina (1.21 kg CO2eq/kg);
119% lower than the global average, and
79% lower than that of the rest of the world. - Furthermore, it is also concluded that soil management (MUT) contributes significantly to the carbon footprint, accounting for: 61% of the footprint of peanuts from the state of São Paulo; 34% in the global average; 52% in the rest of the world, and 83% in Argentine peanuts.
In other words, peanuts from the state of São Paulo have a low carbon footprint and high environmental competitiveness, with soil management being an important point for reducing GHG emissions.
Chart 2 shows that the production of 1 kg of peanuts in pod/shell in the typical agricultural system of the state of São Paulo (SATAP) requires a large amount of natural and technological resources. The main inputs from nature are arable land, air and water. The main inputs from the technosphere are biodiesel, alkylbenzene, pesticides and glyphosate.
- Arable land: Peanut production requires a large amount of arable land. The value of 9.04E-06 ha/year indicates that, to produce 1 kg of peanuts, it is necessary to occupy 0.00000904 hectares of arable land.
- Air: Air is essential for plant photosynthesis. The value of 3.99E-03 kg indicates that, to produce 1 kg of peanuts, 3.99 grams of air are required.
Water: Water is essential for plant growth. The value of 8.19E-09 kg indicates that, to produce 1 kg of peanuts, 8.19 micrograms of groundwater and 9.00E-12 kg of surface water are required. - Soil: Soil is essential for supplying nutrients to plants. The value of 1.00E-04 kg indicates that, to produce 1 kg of peanuts, 0.1 milligrams of forest soil and 3.79 milligrams of agricultural soil are required.
- Biodiesel: Biodiesel is a biofuel used to power agricultural machinery. The value of 2.52E-03 kg indicates that, to produce 1 kg of peanuts, 2.52 grams of biodiesel are required.
- Alkylbenzene: Alkylbenzene is a chemical compound used in the production of detergents. The value of 1.13E-04 kg indicates that, to produce 1 kg of peanuts, 1.13 milligrams of alkylbenzene are required.
- Pesticides: Pesticides are used to control pests and diseases in plants. The value of 7.29E-05 kg indicates that, to produce 1 kg of peanuts, 0.0729 milligrams of non-specific pesticides are required.
- Glyphosate: Glyphosate is a herbicide used to control the growth of weeds. The value of 2.36E-05 kg indicates that, to produce
Chart 3 presents the planted area of peanuts by geographic microregion in the state of São Paulo in 2020. The microregions are represented by their main municipalities, with emphasis on Marília, Tupã, Presidente Prudente, Lins, Ribeirão Preto, Jaboticabal, Catanduva and São José do Rio Preto. The horizontal axis of the chart represents the microregions, while the vertical axis represents the planted area in hectares. The planted area of peanuts is concentrated in a few microregions. Marília, Tupã and Presidente Prudente stand out as the main production areas, with a planted area greater than 10,000 hectares each. The other microregions have a planted area of less than 5,000 hectares. It is observed that the distribution of the planted area of peanuts in the state of São Paulo is uneven. The three microregions with the largest planted area account for more than half of the state's total production. The other microregions have a smaller share of total production. This inequality in the planted area of peanuts can be explained by several factors, such as climate, soil, infrastructure and agricultural tradition. The microregions with the largest planted area generally have climate and soil suitable for peanut cultivation, in addition to good infrastructure and agricultural tradition. Chart 4 presents the inventory of emissions to air, water and soil from the use of inputs in the production of 1 kg of peanuts in pod/shell, in the typical agricultural system of the state of São Paulo (SATAP). The emissions are represented by type of gas or pollutant, with emphasis on ammonia, nitrous oxide, nitrogen oxides, carbon dioxide and emissions from fuel combustion. The horizontal axis of the chart represents the type of emission, while the vertical axis represents the amount of emission in kilograms. Thus, it is observed that nitrogen fertilizers are the main source of ammonia and nitrous oxide emissions in peanut production. The burning of fossil fuels to power agricultural machinery and to process peanuts, on the other hand, is the main source of emissions of carbon dioxide and other polluting gases. Finally, chart 5 presents the carbon footprint of peanuts compared with the three main crops in Brazil: corn, soybean and coffee. The carbon footprint is the amount of greenhouse gases emitted in the production of one kg of product. In the chart, the carbon footprint is expressed in kilograms of CO2 equivalent (CO2e). Thus, we have that:
- Peanuts have the lowest carbon footprint among the three crops analyzed;
- Coffee has the highest carbon footprint among the five crops analyzed. This is due to the fact that coffee cultivation requires the clearing of forests, which release CO2 into the atmosphere.
3 Further developments
The five charts presented on peanut production in the state of São Paulo provide a valuable set of data that can be used for various purposes, with ramifications in different areas of knowledge and with the potential to generate positive impacts on society and the environment.
- Research and Development: Improvement of agricultural practices: Analyze the data in more detail to identify opportunities for optimizing cultivation techniques, soil management, input use and pest and disease control, with a view to increasing productivity and further reducing the carbon footprint of peanuts.
Development of new technologies: Use the data as a basis for research and development of new agricultural technologies that contribute to the sustainability of production. Study of the peanut life cycle: Expand the analysis to consider the entire life cycle of peanuts, from production to final consumption, including stages such as transportation, processing, packaging and disposal, to identify points for improvement and reduce the overall environmental impact. - Public Policies: Formulation of targeted public policies: Use the data as a basis for creating public policies that encourage the sustainable production of peanuts, such as subsidies for ecological agricultural practices, investment in research and development of clean technologies and environmental education programs for farmers.
- Definition of sustainability targets: Establish ambitious targets for reducing the carbon footprint of peanut production in the state of São Paulo, based on the data presented in the charts, and monitor progress over time.
Promotion of family farming: Develop support programs for family farming, which often faces difficulties in implementing sustainable practices, such as access to credit, technical assistance and training. - Market and Trade: Product differentiation: Create labels or certifications that identify sustainably produced peanuts, allowing consumers to make more conscious choices at the time of purchase.
- Value addition: Develop new products from sustainably produced peanuts, such as oils, flours and snacks, to expand market opportunities and generate income for farmers. Export to international markets: Position São Paulo peanuts as a premium product in international markets, highlighting their quality, sustainability and social responsibility.
- Environmental Sustainability: Reduction of greenhouse gas emissions: Implement measures to reduce greenhouse gas emissions in peanut production, such as the use of renewable energy sources, the adoption of conservation agricultural practices and the optimization of soil management.
Biodiversity conservation: Promote biodiversity conservation in peanut production areas, preserving natural habitats, protecting endangered species and encouraging ecological agriculture.
1 Introducción
En la actualidad, organizaciones y productores de todos los tamaños debaten sobre la necesidad y la importancia de mantener el trípode de la sostenibilidad en sus servicios, trípode desarrollado por el sociólogo inglés John Elkington en 2001 que abarca la prosperidad económica, la calidad ambiental y la justicia social; actualmente, dicho concepto se conoce como Environmental, Social and Corporate Governance (ESG). (Costa, Ferezin. 2021) Trabajando sobre el concepto de ESG, los profesores doctores Irigaray y Stocker definen: Un conjunto bastante amplio de cuestiones, desde la huella de carbono hasta las prácticas laborales y de corrupción, que justifican la creación de criterios y prácticas que orientan el papel y la responsabilidad de los negocios hacia los factores ambientales, sociales y de gobernanza corporativa. (Irigaray, Stocker. 2022. p. 1) Con el concepto en mente, el presente estudio mostrará cómo la política ESG está presente en el cultivo del maní, esta oleaginosa que se encuentra en constante crecimiento dentro del escenario económico brasileño y tiene gran participación en dos sectores, en la producción de aceite y también en la alimentación humana (Araújo, et al. 2014) En un planeta donde la producción de maní, en la cosecha de 2020, fue de aproximadamente 53 millones de toneladas, Brasil tiene una participación importante en ese valor. Ocupando el 13º lugar, fue responsable de producir cerca de 651 mil toneladas; buena parte de esa producción correspondió al estado de São Paulo, que produjo aproximadamente el 87,4% de la cantidad total (alrededor de 569 mil toneladas). (Ramos, et al. 2023) Por último, cabe señalar que el maní tiene participación en el tema “huella de carbono”. Este concepto se define por la cantidad de carbono que determinada actividad, servicio, organización o gobierno emite y con la que contribuye al cambio climático, como, por ejemplo, el efecto invernadero. (eCycle, 2023).
1.1 Pregunta clave
Como pregunta clave orientadora en la búsqueda de respuestas, se busca comprender la participación del cultivo de maní en el estado de São Paulo en la huella de carbono. Dicha información dialogará con la parte ambiental del concepto ESG. Estudiar la huella de carbono del maní resulta importante para poder comprender algunas situaciones, como por ejemplo: saber si el cultivo de maní contribuye al cambio climático, entender el nivel de emisión para saber si está de acuerdo con las normas reglamentarias sobre la cantidad de liberación de carbono, si puede ayudar positivamente con la huella de carbono, entre otras justificaciones.
1.2 Metodología
Para la realización de esta investigación se utilizó el método cualitativo junto con un enfoque exploratorio. Se seguirá la forma bibliográfica de investigación y los datos encontrados se caracterizan como secundarios, pues ya fueron escritos y tratados anteriormente. Estos se recopilarán en sitios de investigación científica dentro de obras ya publicadas encontradas en bases de datos como Periódico CAPES, Acadêmico, Scielo, Embrapa, entre otras.
2 Desarrollo
2.1 Recolección de datos
Para la recolección de los datos, se utilizó como artículo base “Perfil Ambiental e Pegada de Carbono do Amendoim do Estado de São Paulo” de Embrapa. El texto discute la relevancia de tener en cuenta la calidad del ambiente y la emisión de carbono en la fabricación de maní, en particular para captar la atención de consumidores más exigentes. El artículo en sí tuvo como objetivo identificar los modelos comunes de producción en la agricultura y la industria, además de calcular las características ambientales y la emisión de carbono generada por la producción de maní. Con miras a un análisis cuantitativo, se utilizó la fuente de datos del Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de la que obtuvimos tablas de área plantada por hectárea de Brasil, el Sudeste, São Paulo y las microrregiones de Jaboticabal, Ribeirão Preto, Marília, Lins, Presidente Prudente, Tupã, Catanduva y São José do Rio Preto. Con el fin de elaborar el Gráfico 1 , se utilizó como base el artículo “Perfil Ambiental e Pegada de Carbono do Amendoim do Estado de São Paulo” de Embrapa (2023). Los datos de la tabla 8 se utilizaron para comparar la huella de carbono (PC) del maní producido en São Paulo con la de otras regiones del mundo. Para crear el gráfico 2, empleamos los datos de la tabla 1 del artículo “Perfil Ambiental e Pegada do Amendoim do Estado de São Paulo” de Embrapa (2023), que describe el inventario de las entradas y salidas de flujos provenientes de la naturaleza y de la tecnosfera para el SATAP. Para un análisis más profundo, se buscaron datos del área plantada de maní en el Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de las microrregiones de Marília, Tupã, Presidente Prudente, Lins, Ribeirão Preto, Jaboticabal, Catanduva y São José do Rio Preto en el año 2020. Para la elaboración del Gráfico 4, se utilizaron datos de la Tabla 2 del artículo “Perfil Ambiental e Pegada de Carbono do Amendoim do Estado de São Paulo” de Embrapa (2023), que se refiere al inventario de las emisiones de sustancias al aire, al agua y al suelo provenientes del SATAP. Las principales emisiones se produjeron debido a la conversión de la tierra, seguida de la aplicación de fertilizante nitrogenado y la descomposición de residuos de cosecha, el uso de caliza y el uso de diésel en actividades agrícolas. Las emisiones derivadas de las alteraciones en la ocupación de la tierra son significativas, pero muchas veces están fuera del control del productor, reflejando cambios en la secuencia de actividades económicas y prácticas de manejo tras la remoción de la vegetación nativa. De acuerdo con Embrapa (2023), la huella de carbono del maní es de “0,616 kg de CO2 de MUT por kg de maní en vaina/cáscara”. Para una interpretación más profunda de esta temática, se recopiló la huella de carbono de los 3 principales cultivos de Brasil: maíz y soja. Según Vieira et al. (2023), la huella de carbono del cultivo de soja en el año 2020 fue de 238,25 kg de CO2 , y la del cultivo de maíz fue de 93,52 kg de CO2.
2.2 Análisis
El gráfico 1 muestra el análisis de la huella de carbono del maní en vaina/cáscara del estado de São Paulo (SATAP), en comparación con valores de otros países en bases de datos internacionales. Además, toma en consideración para el estudio: productividad, manejo del suelo y emisiones de gases de efecto invernadero (GEI). Al interpretar los datos, se obtiene la siguiente información:
- La huella de carbono del maní del estado de São Paulo (0,616 kg CO2eq/kg) es competitiva en relación con otros países, siendo:
- Similar a la de China (0,497 kg CO2eq/kg);
- Significativamente menor que la de EUA (1,16 kg CO2eq/kg), India (2,93 kg CO2eq/kg) y Argentina (1,21 kg CO2eq/kg);
119% menor que el promedio global, y
79% menor que la del resto del mundo. - Además, también se concluye que el manejo del suelo (MUT) contribuye significativamente a la huella de carbono, y representa: el 61% de la huella en el maní del estado de São Paulo; el 34% en el promedio global; el 52% en el resto del mundo, y el 83% en el maní argentino.
Es decir, el maní del estado de São Paulo tiene una baja huella de carbono y una alta competitividad ambiental, siendo el manejo del suelo un punto importante para reducir las emisiones de GEI.
El gráfico 2 muestra que la producción de 1 kg de maní en vaina/cáscara en el sistema agrícola típico del estado de São Paulo (SATAP) requiere una gran cantidad de recursos naturales y tecnológicos. Las principales entradas de la naturaleza son la tierra arable, el aire y el agua. Las principales entradas de la tecnosfera son el biodiésel, el alquilbenceno, los pesticidas y el glifosato.
- Tierra arable: La producción de maní requiere una gran cantidad de tierra arable. El valor de 9,04E-06 ha/año indica que, para producir 1 kg de maní, es necesario ocupar 0,00000904 hectáreas de tierra arable.
- Aire: El aire es esencial para la fotosíntesis de las plantas. El valor de 3,99E-03 kg indica que, para producir 1 kg de maní, se necesitan 3,99 gramos de aire.
Agua: El agua es esencial para el crecimiento de las plantas. El valor de 8,19E-09 kg indica que, para producir 1 kg de maní, se necesitan 8,19 microgramos de agua subterránea y 9,00E-12 kg de agua superficial. - Suelo: El suelo es esencial para el suministro de nutrientes a las plantas. El valor de 1,00E-04 kg indica que, para producir 1 kg de maní, se necesitan 0,1 miligramos de suelo de bosque y 3,79 miligramos de suelo agrícola.
- Biodiésel: El biodiésel es un biocombustible utilizado para accionar máquinas agrícolas. El valor de 2,52E-03 kg indica que, para producir 1 kg de maní, se necesitan 2,52 gramos de biodiésel.
- Alquilbenceno: El alquilbenceno es un compuesto químico utilizado en la producción de detergentes. El valor de 1,13E-04 kg indica que, para producir 1 kg de maní, se necesitan 1,13 miligramos de alquilbenceno.
- Pesticidas: Los pesticidas se utilizan para controlar plagas y enfermedades en las plantas. El valor de 7,29E-05 kg indica que, para producir 1 kg de maní, se necesitan 0,0729 miligramos de pesticidas inespecíficos.
- Glifosato: El glifosato es un herbicida utilizado para controlar el crecimiento de malezas. El valor de 2,36E-05 kg indica que, para producir
El gráfico 3 presenta el área plantada de maní por microrregión geográfica en el estado de São Paulo en 2020. Las microrregiones están representadas por sus municipios principales, entre los que destacan Marília, Tupã, Presidente Prudente, Lins, Ribeirão Preto, Jaboticabal, Catanduva y São José do Rio Preto. El eje horizontal del gráfico representa las microrregiones, mientras que el eje vertical representa el área plantada en hectáreas. El área plantada de maní está concentrada en pocas microrregiones. Marília, Tupã y Presidente Prudente se destacan como las principales áreas de producción, con un área plantada superior a 10.000 hectáreas cada una. Las demás microrregiones presentan un área plantada inferior a 5.000 hectáreas. Se observa que la distribución del área plantada de maní en el estado de São Paulo es desigual. Las tres microrregiones con mayor área plantada concentran más de la mitad de la producción total del estado. Las demás microrregiones presentan una participación menor en la producción total. Esta desigualdad del área plantada de maní puede explicarse por diversos factores, como el clima, el suelo, la infraestructura y la tradición agrícola. Las microrregiones con mayor área plantada generalmente presentan clima y suelo adecuados para el cultivo de maní, además de buena infraestructura y tradición agrícola. El gráfico 4 presenta el inventario de emisiones al aire, al agua y al suelo provenientes del uso de insumos en la producción de 1 kg de maní en vaina/cáscara, en el sistema agrícola típico del estado de São Paulo (SATAP). Las emisiones están representadas por tipo de gas o contaminante, entre los que destacan el amoníaco, el óxido nitroso, los óxidos de nitrógeno, el dióxido de carbono y las emisiones de la quema de combustibles. El eje horizontal del gráfico representa el tipo de emisión, mientras que el eje vertical representa la cantidad de emisión en kilogramos. Así, se observa que los fertilizantes nitrogenados son la principal fuente de emisiones de amoníaco y óxido nitroso en la producción de maní. Por su parte, la quema de combustibles fósiles para accionar máquinas agrícolas y para procesar el maní es la principal fuente de emisiones de dióxido de carbono y otros gases contaminantes. Por último, el gráfico 5 presenta la huella de carbono del maní en comparación con los tres principales cultivos de Brasil: maíz, soja y café. La huella de carbono es la cantidad de gases de efecto invernadero emitidos en la producción de un kg de producto. En el gráfico, la huella de carbono se expresa en kilogramos de CO2 equivalente (CO2e). Así, se tiene que:
- El maní tiene la menor huella de carbono entre los tres cultivos analizados;
- El café tiene la mayor huella de carbono entre los cinco cultivos analizados. Esto se debe a que el cultivo de café exige la tala de bosques, que liberan CO2 a la atmósfera.
3 Desarrollos posteriores
Los cinco gráficos presentados sobre la producción de maní en el estado de São Paulo proporcionan un conjunto de datos valiosos que pueden utilizarse para diversos fines, con repercusiones en diferentes áreas del conocimiento y con potencial para generar impactos positivos en la sociedad y en el medio ambiente.
- Investigación y Desarrollo: Perfeccionamiento de las prácticas agrícolas: Analizar los datos con más detalle para identificar oportunidades de optimización de las técnicas de cultivo, el manejo del suelo, el uso de insumos y el control de plagas y enfermedades, con el objetivo de aumentar la productividad y reducir aún más la huella de carbono del maní.
Desarrollo de nuevas tecnologías: Utilizar los datos como base para la investigación y el desarrollo de nuevas tecnologías agrícolas que contribuyan a la sostenibilidad de la producción. Estudio del ciclo de vida del maní: Ampliar el análisis para considerar todo el ciclo de vida del maní, desde la producción hasta el consumo final, incluidas etapas como el transporte, el procesamiento, el envasado y la disposición final, para identificar puntos de mejora y reducir el impacto ambiental general. - Políticas Públicas: Elaboración de políticas públicas focalizadas: Utilizar los datos como base para la creación de políticas públicas que incentiven la producción sostenible de maní, como subsidios para prácticas agrícolas ecológicas, inversión en investigación y desarrollo de tecnologías limpias y programas de educación ambiental para agricultores.
- Definición de metas de sostenibilidad: Establecer metas ambiciosas de reducción de la huella de carbono de la producción de maní en el estado de São Paulo, con base en los datos presentados en los gráficos, y acompañar el progreso a lo largo del tiempo.
Promoción de la agricultura familiar: Desarrollar programas de apoyo a la agricultura familiar, que muchas veces enfrenta dificultades para implementar prácticas sostenibles, como el acceso al crédito, la asistencia técnica y la capacitación. - Mercado y Comercio: Diferenciación de productos: Crear sellos o certificaciones que identifiquen el maní producido de forma sostenible, lo que permite que los consumidores tomen decisiones más conscientes en el momento de la compra.
- Agregación de valor: Desarrollar nuevos productos a partir del maní producido de forma sostenible, como aceites, harinas y snacks, para ampliar las oportunidades de mercado y generar ingresos para los agricultores. Exportación a mercados internacionales: Posicionar el maní paulista como un producto premium en los mercados internacionales, destacando su calidad, sostenibilidad y responsabilidad social.
- Sostenibilidad Ambiental: Reducción de las emisiones de gases de efecto invernadero: Implementar medidas para reducir las emisiones de gases de efecto invernadero en la producción de maní, como el uso de fuentes de energía renovables, la adopción de prácticas agrícolas conservacionistas y la optimización del manejo del suelo.
Conservación de la biodiversidad: Promover la conservación de la biodiversidad en las áreas de producción de maní, preservando los hábitats naturales, protegiendo las especies amenazadas e incentivando la agricultura ecológica.
FigurasFiguresFiguras
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A INFLUÊNCIA DA PEGADA DE CARBONO DA CULTURA DO AMENDOIM E SUA IMPORTANCIA PARA O MEIO AMBIENTE
THE INFLUENCE OF THE CARBON FOOTPRINT OF THE PEANUT CROP AND ITS IMPORTANCE FOR THE ENVIRONMENT
LA INFLUENCIA DE LA HUELLA DE CARBONO DEL CULTIVO DE MANÍ Y SU IMPORTANCIA PARA EL MEDIO AMBIENTE
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ReferênciasReferencesReferencias
COSTA, E.; FEREZIN, N. B. ESG (Environmental, Social and Corporate Governance) e a comunicação: o tripé da sustentabilidade aplicado às organizações globalizadas. Revista Alterjor, [S. l.], v. 24, n. 2, p. 79–95, 2021. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/alterjor/article/view/187464. Acesso em: 20 maio. 2024.
IRIGARAY, H. A. R.; STOCKER, F. ESG: novo conceito para velhos problemas. Cadernos EBAPE.BR, Rio de Janeiro, 2022, v. 20, n. 4, p. 1-4, Jul/Ago. 2022. Disponível em: https://www.scielo.br/j/cebape/a/YKyfRmPDHhtGm3LG8jW6DQM/?lang=pt&format=pdf. Acesso em: 20 maio 2024.
ARAÚJO, W. D. Propriedades físicas dos grãos de amendoim durante a secagem. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental, Campina Grande, ano 2014, v. 18, n. 3, p. 279-286, 2014. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbeaa/a/nkkq3XCMcP6QJc7kwCmyFRc/?lang=pt&format=pdf. Acesso em: 20 maio 2024.
PEGADA de carbono: o que é e para que serve?. [S. l.]: Ecycle, 2023. Disponível em: https://www.ecycle.com.br/pegada-de-carbono/. Acesso em: 20 maio 2024.
VIEIRA, M.; FRANCO, C.; GUZATTI, N.; SILVA, R.W. da; FIGUEIREDO, A.M.R. Estimativa da pegada de carbono no setor agrícola da soja e milho em Mato Grosso. Scielo Preprints, 2023.
RAMOS, N.P. PIGHINELLI, A.L.M.T.; SOARES, D.J.; MACIEL, V.G.; MICHELOTTO, M.D.; BAYMA,G.; MATSUURA, M.I. da S.F. Perfil Ambiental e Pegada de Carbono do Amendoim do Estado de São Paulo. Jaguariúna: Embrapa, 2023.
Embrapa. Cana-de-açúcar contribuiu para remover carbono da atmosfera nos últimos 20 anos no Brasil. 2023.
IBGE- INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Área Plantada de 2020. IBGE, 2024.