Capítulo de livro · Informação, Dados e Tecnologia

Metas, ações e indicadores como subsídios para análise da qualidade de dados: Uma inversão necessária entre consequentes e antecedentes

Autoria

  • Pedro Jácome de Moura Jr Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
  • Maicon Henrique Ferreira Aragão Universidade Federal da Paraíba (UFPB)

Resumo

Assume-se que dados compõem os insumos fundamentais para a compreensão e transformação da realidade organi- zacional e, por conseguinte, a qualidade dos dados deve ser considerada para determinar em que medida esses dados podem ser usados para suporte a decisões. O objetivo deste estudo (em andamento) é identificar os níveis de qualidade dos dados contidos nos repositórios institucionais da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) para suporte à mensura- ção dos indicadores de desempenho institucionais, realizando, para tanto, uma análise sobre o Plano de Desenvolvi- mento Institucional (PDI) da UFPB. Os achados demonstram que apenas 11% das metas possuem definição de indica- dores para seu monitoramento, o que enseja considerações acerca da compreensão e aplicação dos conceitos de ges- tão e de governança por parte da instituição analisada e sugerem uma mudança na estratégia de coleta de dados para as etapas seguintes.

Palavras-chave

Governança corporativaGovernança de TIQualidade de dadosPlanejamento estratégico

Dados da publicação

Publicado em
Informação, Dados e Tecnologia (Livro)
Organização
Guilherme Ataíde Dias; Moisés Lima Dutra; Fábio Mosso Moreira; Fernando de Assis Rodrigues; Ricardo César Gonçalves Sant'Ana
ISBN
978-85-67703-05-3
Idioma
Português
Páginas
149–158
Ano
2018
Origem
II WIDaT — WIDaT – Workshop de Informação, Dados e Tecnologia

Apresentação em vídeo

Uma boa tarde a todos, meu nome é Maicon, sou do sétimo período de Adminsitração, e junto com o professor Pedro Jácome da Universidade Federal da Paraíba, nós tivemos esse artigo que ainda está em andamento o nosso projeto de PIBIC, e esse é o nosso título “Metas, ações e indicadores como subsídios para análise da qualidade de dados: Uma inversão necessária entre consequentes e antecedentes”. Vocês vão entender melhor durante a apresentação essa análise que nós fizemos.<br />Às organizações tem um uso imenso de dados e nós sabemos que todas as hora existem fluxos de dados em organizações, informações, e esses dados geram conhecimento para as empresas, então é uma vantagem competitiva para as empresas. Por isso a importância de analisarmos a qualidade desses dados, a sua veracidade, sua precisão, além disso é interessante chegarmos a um valor que esse dados traz, valor em termos de benefício que ele traz para a organização.<br />Considerando esse contexto, levantamos a questão de que não seria possível, até seria possível mas seria muito oneroso, analisarmos todos os dados de organização, seria oneroso, demandaria tempo. Com isso nós utilizamos uma estratégia, da qual seriam as áreas prioritárias da organização, que são na verdade de a área de planejamento estratégico. Então nós fomos no Planejamento Estratégico de lá e tiramos os dados que dão suporte aos indicadores de desempenho e monitoramento da estratégia.<br />O objetivo desse projeto foi identificar os níveis de qualidade dos dados contidos nos repositórios institucionais da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) para suporte à mensuração dos indicadores de desempenho. Com esse objetivo nós tínhamos alguns objetivos específicos, alguns passos como identificar os indicadores de desempenho contidos no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da UFPB em vigência, identificar os dados necessários ao monitoramento de cada indicador de desempenho, e o último foi verificar a qualidade dos dados necessários à obtenção de cada indicador de desempenho.<br />Bem o PDI da Universidade, que é o Plano de Desenvolvimento Institucional da Universidade, ele contém 31 páginas de texto corrido, então a estratégia que nós utilizamos foi de palavras-chave, além disso elencamos 10 setores de análise, como as pró-reitorias (PRG,PRPG,PRAC,Proplan,Progep,PRAPE e PRA), além disso a agência INOVA, o STI e a biblioteca central. Nós estamos analisando esses setores da Universidade. No INOVA, STI e biblioteca central foi verificado o plano de gestão.<br />As palavras-chaves que nós utilizamos nesse corpo extenso do planejamento de desenvolvimento institucional foram basicamente “metas”, “indicador”, entre outros. Essas duas palavras foram colocadas em uma planilha e classificadas conforme eu mostro a seguir. <br />Está um pouco pequeno mas realmente eu não consegui alongar mais, mas ali cortou um pouco mas é uma parte pequena do PRPG, aqui está assim “ampliação do número de vagas dos cursos”, esse aqui é a meta. Aqui ele compõe um eixo e um objeto, no STI colocamos assim os objetivos, depois metas, aqui nós observamos uma falha, por exemplo, ampliação do número de vagas em cursos existentes. <br />Uma meta bem definida ela não usa, por exemplo, ampliação, ela usa ampliar. Aqui a gente encontrou essa meta, aqui a gente tem um indicador para essa meta que está no Quadro 5 da avaliação institucional onde está localizado a descrição desse indicador, que é o número de vagas ofertadas para ingresso de alunos em cursos presenciais e a distância, e aqui a gente tem a somo do exemplo “meta” e “indicador”. Essa meta está escrita, aqui nós chegamos que ela está escrita, essa meta possui indicador específico? possui indicador específico.<br />Aqui nós analisamos a meta em relação à ação, porque nós observamos que houve divergência quanto a sobreposição do termo meta ou ação, teve vezes que usaram termo meta e outras vezes usaram termo ação. Aqui ela foi descrita como meta, e está certo. Aqui seria o caso que nós encontramos, no caso dessa meta de cima não houve indicador. <br />Quanto aos procedimentos metodológicos a gente utilizou a classificação de metas SMART, que seriam metas mensuráveis, metas específicas, apropriadas, realistas e com prazo determinado. Para indicador de desempenho nós utilizamos a classificação da união que é uma medida que compara com metas pré-estabelecidas.<br />Os achados. O número de indicadores não corresponde ao número de metas identificadas, são 132 metas para apenas 15 identificadores, muito insuficiente. Isso gera múltiplas interpretações, como a questão de sobreposição de conceitos de gestão de TI e governança.<br />É interessante nós percebermos que se uma meta não tem como ser identificada, ela é tida como uma questão de fé. Se nós não temos indicadores para provar que ela foi cumprida não temos governança de TI, não há governança se não possuirmos verificação.<br />Bem os achados então demonstram que apenas 11% das metas possuem indicadores, é muito pouco. Esse dado nos fez demorar um pouco mais nessa jornada, porque agora nós estamos entrevistando os gestores, sejam às pró-reitorias, seja o STI, seja a biblioteca central, para identificar quais são os indicadores. Porque 15 indicadores apenas são muito insuficiente para prosseguir com o trabalho.<br />Então os próximos passos que nós elencamos no andamento são as entrevistas com os que participarão da elaboração do PDI, e daqueles que vem conduzindo seus setores seguindo as indicações contidas no PDI. Segundo passo, identificar os dados necessários para a elaboração de cada indicador. E o terceiro passo é analisar a qualidade desses dados.<br />É um trabalho em andamento mas que já tem alguns achados interessantes como essa questão dos 11% apenas das metas possuindo indicadores relacionados. É esse nosso trabalhou até aqui, muito obrigado.