Oi, boa tarde meu nome é Teresa, eu sou Marcelo, e nós somos estudantes de mestrado do PPGOC, da UFMG. Nós estamos aqui pra falar do nosso artigo intitulado A Ciência de Dados à luz da Ciência do Senso Comum Aristotélico: uma análise comparativa com a tecnologia sensorial.<br />A ideia de nós dois escrevemos juntos surgiu porque nossos temas de pesquisa para a dissertação envolve a lógica nos processos empíricos das atividades da organização do conhecimento.<br />Na introdução do nosso trabalho, nós fizemos considerações a respeito da ciência dos dados, pois ela já nasce interdisciplinar, e essa característica a torna uma ciência facetada. Então os dados, que são um fenômeno atual, emergem com desafios e paradoxos que tornam essa ciência um estudo ainda mais reflexivo com a necessidades da sua sensação filosófica.<br />Para sustentar a ideia de que a ciência dos dados requer uma base filosófica, nós apontamos para o quarto paradigma de Jim Gray, que indica a necessidade de junção das ciências tradicionais, que usam observação, experimentação e computação, mas que também anseiam por bases filosóficas sólidas para o melhor entendimento do fenômeno dos dados.<br />Mesmo quando as experimentações baseadas no senso comum, como é o caso de Aristóteles, que são refutadas por cientistas modernos e contemporâneos, de certa maneira contribuíram para o agravamento desses pesquisadores encontrarem respostas lógicas e transformar o abstrato em realidade, mostramos isso ao relembrar a física do movimento, que foi inicialmente apontada por Aristóteles, e mais tarde contestada e aprimorada por Galileu, em sequência por Descartes, Newton e finalmente resolvido por Einstein.<br />Pelo menos nenhum cientista da nossa época conseguiu refutar a teoria da relatividade de Einstein, isso mostra que embora contenha erros, a Física de Aristóteles e articulada com sua filosofia motivou estudos anteriores indicando a evolução do conhecimento, na seção quatro [do artigo] nós tratamos também, só que do ponto de vista da Ciência da Informação.<br />Quanto aos nossos objetivos nós pretendemos foi apresentar as similaridades do pensamento aristotélico sobre a ciência de dados, também indicar semelhanças na capacidade humana perceptiva sustentada nos tratados de Aristóteles por ele ter sido pioneiro em descrever a ação humana passiva dos órgãos sensível de receber os dados externos, decodificá-los e transformá-los em um aprendizado do conhecimento. Nosso objetivo maior é trazer desde a comparação uma sustentação filosófica na área de conhecimento Ciência de Dados que vêm emergindo<br />Quanto à metodologia nós apoiamos em duas: uma é revisão bibliográfica, que nós utilizamos estudos críticos pertinentes na filosofia aristotélica e evolução da ciência; também utilizamos a metodologia Análise de Conteúdo e nós organizamos em três categorias principais, que foi ciência, filosofia aristotélica e ciência de dados.<br />Chamamos atenção para a contribuição de fundamentos sólidos da filosofia Aristotélica na evolução da Ciência da Computação. George Boole é muito citado nas pesquisas da Ciência da Computação devido a álgebra, porém o que muitos não sabem, pelo menos quem não é da área da Ciência da Computação é que a álgebra é inspirada no aristotélico. <br />Em sequência nós vamos fazer uma pergunta: Por que a ciência de dados? A resposta para nós é muito óbvia né, o tema ciência dos dados é basal para a Ciência da Informação. O autor Zins afirma que os dados, a informação e o conhecimento, são inter-relacionados, e os dados são um novo fenômeno da contemporaneidade que proporcionam grandes desafios e oportunidades. <br />Os enormes volumes de dados a analisar, tantos os estruturados quanto os não estruturados, onde hoje fala muito do Big Data, Internet das Coisas, e o seu dinamismo e capilaridade é para a Ciência da Informação uma grande oportunidade, principalmente porque muito do que fazemos em tratamento de organização do conhecimento pode ser aplicado também aos dados, assim como nós fazemos com a informação.<br />O pensamento, o conhecimento e os dados: é nessa seção [do artigo] que fazemos a comparação de dados fundamentados nos tratados filosóficos e, por que não dizer científicos de Aristóteles, onde ele chama a atenção para os dados sensíveis que considera a matéria prima das ideias. Mas o que seria se seriam esses dados sensíveis? [dados sensíveis] é como se fossem instruções que nossos órgãos e nossos sentidos recebem, por exemplo quando nós estamos num ambiente quente o sentido do tato é recebe aquela instrução, que são dados que vão diretamente para a nossa mente, então esses dados são uma matéria prima que formou no conhecimento do nosso cérebro<br />Esse seria um primeiro e segundo nível de pensamento tratado por Aristóteles, portanto os sentidos e as sensações são os dados que a mente recebe enquanto que as ideias são os dados que a mente produz.<br />Portanto na próxima subseção nós tratamos o produzir conhecimento e o pensamento por cognição. Este processo é o terceiro nível de conhecimento, chamado por Aristóteles de raciocínio ou de inferência, e é atribuída à nossa capacidade de cognição.<br />Porém, para compreender esse nível de compreensão conforme Aristóteles, é necessário entender de antemão as divisões das coisas em categorias que Aristóteles escreveu em seu livro metafísica, que é a lógica dedutiva e que também está presente nos silogismos que o Marcelo comentou e que está no na seção quatro, que é uma comparação com a Álgebra de Boole, além de outros tratados que também contém doutrinas da psique humanas observadas por Aristóteles. Dessas doutrinas se assemelham a Ciência Cognitiva, que é muito utilizado na Ciência da Informação também na Psicologia, na Filosofia, entre outros campos de conhecimento.<br />No nosso texto está bem mas é explicado, aqui é só uma abordagem para trazer na apresentação, e também a gente quer chamar atenção que nosso estudo é meramente introdutório, a nossa abordagem ela é superficial apenas para trazer à tona essa semelhança da ciência dos dados com a doutrina da filosofia aristotélica. Não introduzimos de maneira ampla para não acarretar em uma gama de habilidades difíceis de demonstrar, porque a filosofia de Aristóteles é muito complexa, então a gente deu uma abordagem superficial mas o aprendizado nosso foi bastante profundo, portanto é uma pesquisa de abordagem seletiva e introdutória. <br />Nos resultados, o que nós chamamos de inter-relação entre o pensamento do senso comum aristotélico, a Ciência dos Dados, e tecnologia sensorial, o sentido e as sensações são os dados que a mente recebe, como o entendimento nosso de resultado do nosso trabalho, e as ideias são os dados que a mente produz. <br />Foram considerados dados matérias primas com instruções captadas pelos órgãos e os sentidos que se conectam à mente chegando ao seu destino, as matérias primas ou instruções são liberadas formandos e de ideias. <br />As tecnologias sensoriais recebem sensores e estes têm os mesmos objetivos dos nossos órgãos de sentidos. Quando pensamos em carros autônomos, por exemplo, e sabemos que essa tecnologia empregada sensores para captar os dados de espaço e de distância, é semelhante à percepção de profundidade humana que a mente processa. <br />No caso das máquinas é um processador, primeiro e segundo nível de pensamento. Já o terceiro nível de pensamento está relacionada à capacidade cognitiva categórico hierárquico, e envolve a organização e a definição da estrutura hierárquica do universal e suas relações com os atributos.<br />Este nível de pensamento se assemelha com a inteligência artificial. Processadores são programados para relacionar classificações, fazer as análises preditivas, análise agrupamento de dados, tal qual encadeamento do sistema do conhecimento de Aristóteles que ocorre no cérebro humano.<br />Em analogia, processadores de inteligência artificial assumem o papel do sistema nervoso central. Os dados, ao chegarem ao seu destino final, são decodificados, e as respostas aos estímulos externos podem ser simples reações, como, por exemplo, o movimento, como também formulações de conhecimento complexas que podem ser aprendidas e armazenadas.<br />Nas considerações finais [do artigo], reafirmamos a necessidade de vincular a Ciência dos Dados à Filosofia, e constatamos com provas basais algumas comparações do processo de captação dos dados do mundo externo ao mundo sensível dos seres humanos.<br />Comparamos os órgãos sensíveis e toda a interpretação dos dados pelos órgãos sentidos na visão aristotélica com a tecnologia sensorial, então a diferença das atividades da mente que é o terceiro nível de pensamento que nós abordamos e que relaciona a cognição, são diferentes das atividades dos sentidos do 1º 2º nível de pensamento, que são os estímulos externos que os nossos órgãos e os sentidos captam, assim também como são os sensores e processadores de máquina.<br /> Por fim nós queremos reafirmar né Marcelo, que a filosofia precisa da ciência tanto quanto a ciência precisa de Filosofia como base de sustentação.<br />Esse é o nosso trabalho, eu quero agradecer a oportunidade que o professor Guilherme nos deu do nosso artigo ter sido escolhido, nós ficamos muito felizes com isso. Espero que quem está com a paciência de assistir a gente e que gostou ou achou interessante que leia, porque é uma abordagem um pouco diferente do que nós estamos acostumado no curso de pós-graduação da Ciência da Informação.